Flávio Gomes de Barros
Nem os aliados mais próximos sabem explicar a estratégia de João Henrique Caldas (PSDB), que renunciou à Prefeitura de Maceió e se lançou candidato a governador.
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O estilo de conduzir em banho-maria suas decisões deixou de ser uma estratégia que talvez servisse para confundir os adversários e se transforma, a cada dia, em preocupação para os seus correligionários, pela incerteza que proporciona.
JHC está invertendo a lógica do jogo político: ao invés de somar, para aumentar os apoios, está subtraindo, perdendo apoios significativos.
O mais relevante, até agora, foi a debandada do deputado federal Arthur Lira (PP/AL), pré-candidato a senador, que, inconformado com a indecisão do ex-prefeito, decidiu cuidar da própria campanha e liberou seu grupo para apoiar quem quiser ao governo.
Diante das circunstâncias, uma pergunta passou a circular com constância nos ambientes em que se fala sobre política: o que se passa na cabeça de JHC?
Pelo jeito, a esta altura, a menos de quatro meses do dia da eleição, talvez nem ele saiba...
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