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Onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto após a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que afastou Andrei Rodrigues do comando da corporação.
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O que aconteceu
Manifesto divulgado hoje afirma que o grupo decidiu se posicionar publicamente em defesa de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O texto diz que os dois foram alvo de "ataques injustificados" e sustenta que a PF deve ser preservada de "tentativas de usurpação de funções".
Os diretores foram colocados nos cargos por Andrei Rodrigues. Eles afirmam que as acusações contra a cúpula da PF não têm fundamento e rejeitam a ideia de atuação "não republicana". O grupo diz que esse tipo de narrativa estaria ligado a interesses político-eleitorais e não apaga a trajetória profissional da atual direção.
Ao final, os diretores informam que entregaram os cargos ao diretor-geral substituto. Eles afirmam que a medida faz parte do dever de defender a instituição e de garantir uma Polícia Federal capaz de "promover justiça" e assegurar o Estado Democrático de Direito.
Assinam a nota pública:
Decisão do STF abriu crise na cúpula da PF
Mais cedo, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência Policial. A medida foi tomada no âmbito de pedidos apresentados pelo partido Novo no início de setembro.
Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da PF abra procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à produção de documentos citados no caso. Na decisão, ele também ordenou a suspensão imediata da produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atividade jurisdicional, a advocacia pública e a polícia judiciária.
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