Crianças furtam carro, circulam em alta velocidade e batem em moto

Publicado em 08/09/2026, às 15h07
Crianças furtam carro em Florianópolis - Reprodução / PM
Crianças furtam carro em Florianópolis - Reprodução / PM

Por Jorge Cosme / Folhapress

Três crianças, com idades de 10, 11 e 12 anos, furtaram um carro em Florianópolis e dirigiram em alta velocidade, colidindo com uma moto estacionada, mas sem causar feridos.

O veículo, que estava estacionado com a chave reserva dentro, foi seguido por motoboys até ser parado, e a polícia foi acionada em seguida.

O adolescente de 12 anos pode enfrentar medidas socioeducativas, enquanto as crianças mais novas serão encaminhadas ao Conselho Tutelar, com investigações sobre suas circunstâncias familiares em andamento.

Resumo gerado por IA

Duas crianças, de 10 e 11 anos, e um adolescente, de 12, furtaram um carro e trafegaram em alta velocidade por ruas de Florianópolis (SC), no domingo (6). O veículo chegou a bater em uma moto, mas ninguém ficou ferido.

Segundo a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), o carro, modelo Omoda 5, estava estacionado no bairro de Capoeiras com a chave reserva em seu interior.

Os três entraram no veículo, deram a partida e circularam por diversas ruas da região continental de Florianópolis. Eles ainda bateram em uma moto estacionada na avenida Afonso Pena. Ninguém ficou ferido.

"Alguns motoboys e pessoas passaram a segui-los, até que conseguiram fazer com que parassem e, logo em seguida, a polícia foi acionada", diz o major da PM Adriano de Faria Jerônimo, comandante do 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Segundo ele, o carro, que estava sem placa, seria entregue a uma concessionária nesta terça-feira (8).

As crianças foram encaminhadas à Central de Plantão Policial de Florianópolis.

A Polícia Civil afirmou que somente o adolescente de 12 anos está sujeito à apuração de ato infracional e possível aplicação de medida socioeducativa pelo Poder Judiciário, em razão do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Os demais devem ser submetidos às medidas de proteção cuja aplicação compete ao Conselho Tutelar.

Segundo a polícia, não há indícios de responsabilidade penal dos genitores ou responsáveis legais das crianças.

"As circunstâncias que antecederam o fato, inclusive a situação familiar e a rotina dos envolvidos, ainda estão sendo apuradas com o apoio da rede de proteção", afirma a polícia.

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