Onze diretores da PF colocam cargo à disposição após afastamento de Andrei

Publicado em 08/09/2026, às 14h22
Andrei Rodrigues - Andressa Anholete/Agência Senado
Andrei Rodrigues - Andressa Anholete/Agência Senado

Por UOL

Onze diretores da Polícia Federal apresentaram seus cargos ao diretor-geral substituto em apoio ao afastado Andrei Rodrigues, após decisão do STF que gerou uma crise na cúpula da corporação. O grupo defende que as acusações contra a liderança da PF são infundadas e ligadas a interesses políticos.

Os diretores, nomeados por Rodrigues, alegam que os ataques à cúpula da PF são injustificados e comprometem a integridade da instituição, que deve ser preservada de tentativas de usurpação de funções. A nota pública destaca a importância de garantir uma Polícia Federal que promova justiça e respeite o Estado Democrático de Direito.

A decisão do ministro André Mendonça também incluiu a abertura de um procedimento pela Corregedoria da PF para investigar a produção de documentos relacionados ao caso, além da suspensão de relatórios de inteligência. A situação atual reflete uma tensão significativa dentro da Polícia Federal, com repercussões políticas e administrativas.

Resumo gerado por IA

Onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto após a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que afastou Andrei Rodrigues do comando da corporação.

O que aconteceu

Manifesto divulgado hoje afirma que o grupo decidiu se posicionar publicamente em defesa de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O texto diz que os dois foram alvo de "ataques injustificados" e sustenta que a PF deve ser preservada de "tentativas de usurpação de funções".

Os diretores foram colocados nos cargos por Andrei Rodrigues. Eles afirmam que as acusações contra a cúpula da PF não têm fundamento e rejeitam a ideia de atuação "não republicana". O grupo diz que esse tipo de narrativa estaria ligado a interesses político-eleitorais e não apaga a trajetória profissional da atual direção.

Ao final, os diretores informam que entregaram os cargos ao diretor-geral substituto. Eles afirmam que a medida faz parte do dever de defender a instituição e de garantir uma Polícia Federal capaz de "promover justiça" e assegurar o Estado Democrático de Direito.

Assinam a nota pública:

  • Dennis Cali -- diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR/PF);
  • Fabrício Schommer Kerber -- diretor de Polícia Administrativa (DPA/PF);
  • Otavio Margonari Russo -- diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER/PF);
  • Felipe Tavares Seixas -- diretor de Cooperação Internacional (DCI/PF);
  • Helena de Rezende -- diretora de Gestão de Pessoas (DGP/PF);
  • Roberto Reis Monteiro Neto -- diretor Técnico-Científico (DITEC/PF);
  • André Luis Lima Carmo -- diretor de Administração e Logística (DLOG/PF);
  • Christiane Correa Machado -- diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (DIREN-ANP/PF);
  • Alexsander Castro de Oliveira -- diretor de Proteção à Pessoa (DPP/PF);
  • Ademir Dias Cardoso Júnior -- diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI/PF);
  • Humberto Freire de Barros -- diretor da Amazônia e Meio Ambiente (DAMAZ/PF)

Decisão do STF abriu crise na cúpula da PF

Mais cedo, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência Policial. A medida foi tomada no âmbito de pedidos apresentados pelo partido Novo no início de setembro.

Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da PF abra procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à produção de documentos citados no caso. Na decisão, ele também ordenou a suspensão imediata da produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atividade jurisdicional, a advocacia pública e a polícia judiciária.

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