Operação da PF na sede do TCE investiga irregularidades cometidas entre 2007 e 2011

Publicado em 28/03/2017, às 10h54

Redação

A ação da Polícia Federal na sede do Tribunal de Contas de Estado (TCE) de Alagoas, realizada na manhã desta terça (28), é um desdobramento da Operação Rodoleiro, deflagrada em outubro de 2011.

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O objetivo foi a investigação de apropriação indevida de parte dos recursos orçamentários destinados ao pagamento de pessoal no âmbito do TCE. Estima-se que a ação criminosa provocou dano ao erário público superior a R$ 100 milhões, segundo a PF.

De acordo com o delegado Daniel Silvestre, responsável pela delegacia Regional de Crime Organizado, a operação cumpre um mandado de busca e apreensão e conta com a participação de auditores da Controladoria Geral da União (CGU).


Fontes ligadas ao TCE afirmam que um empresário, investigado na operação Rodoleiro, teria fechado um acordo de delação premiada, mas o delegado informou que não tem conhecimento sobre a confirmação do acordo neste caso.

O procurador-geral adjunto do TCE, Linaldo Freitas, confirmou, em entrevista na manhã desta terça-feira (28), que a operação buscou folhas de pagamentos e informações financeiras relativas ao período entre 2007 e 2010.

Ele informou que a presidente do Tribunal, a conselheira Rosa Albuquerque, que está em Brasília para uma reunião entre presidentes de Tribunais de Contas estaduais, está ciente da operação e determinou a cooperação dos servidores para o acesso da Polícia Federal à documentação.

“É o desdobramento de uma operação antiga, que investiga o período entre os anos de 2007 e 2010, e que tramitava no Superior Tribunal de Justiça, porque a maior parte dos investigados tinha foro privilegiado. Houve um desdobramento, o processo foi desmembrado, já que parte deles perdeu o foro de prerrogativa de função, voltou ao juízo inicial, e a 2ª Vara Federal emitiu ordem para buscar informações complementares. Eles querem dados e estamos fornecendo em mídia digital, folhas de pagamento e informações financeiras”, disse.

Freitas informou ainda que os policiais federais chegaram à sede do TCE no início da manhã, se identificaram e mostraram os mandados de busca e apreensão. Os agentes e delegados estiveram nas diretorias de Tecnologia de Informação, e de Recursos Humanos, onde tiveram acesso aos documentos.

O procurador-adjunto não soube confirmar se há suspeitas de investigação de funcionários fantasmas na folha de pagamento do Tribunal.

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