Operação Falso Consignado: líder de grupo criminoso mandava matar quem discordasse dele

Publicado em 19/08/2025, às 08h48
- Divulgação/PCAL

TNH1

Realizada na manhã desta terça-feira (19), a Operação Falso Consignado cumpriu 15 mandados de busca domiciliar e um de prisão preventiva contra o líder da organização criminosa, que já está preso por homicídio qualificado. Agora, ele passará a responder também pelos crimes de estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa.

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Mesmo com o foco principal do grupo sendo estelionato, eles também tinham a prática de encomendar a morte de pessoas que contrariavam o líder. Durante a investigação, foi descoberto a execução de uma mulher em Marechal Deodoro, em maio de 2024, por conta de um desentendimento entre ela e o chefe da organização.

A polícia também reuniu provas de que ele planejava a morte da ex-esposa. Por isso, as evidências foram compartilhadas com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, para apurar a participação dos investigados em crimes contra a vida.

Entre os 12 investigados, cinco já possuem histórico de fraudes contra idosos ou contra o INSS. O líder responde a processo na Justiça Federal e chegou a ser preso pela Polícia Federal por viabilizar aposentadorias em nome de pessoas inexistentes. A apuração revelou, contudo, que mesmo após a prisão, ele conseguiu reorganizar o grupo e preservar o patrimônio acumulado a partir de golpes anteriores.

A operação

Um grupo criminoso especializado na falsificação de documentos de idosos e na contratação de empréstimos consignados não autorizados foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (18), em bairros de Maceió. A ação foi denominada de "Falso Consignado" e ocorreu no Cidade Universitária, Santa Lúcia, São Jorge, Jacintinho e Feitosa.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca domiciliar, além de um mandado de prisão preventiva expedido contra o líder do grupo criminoso. A organização teria causado um prejuízo total de mais de R$ 1 milhão contra as vítimas, mas movimentado cerca de R$ 8 milhões em menos de dois anos.

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