Flávio Gomes de Barros
"A voz embargada logo no início da sabatina, ao falar sobre sua origem humilde e ressaltar o avanço na burocracia de Brasília, já indicava que Jorge Messias temia pelo pior.
A rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) já parecia traçada quando o relator do caso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), conclamou, também no início da sessão, os colegas a não encerrar 'a carreira de um jovem que começou sem padrinho político, sem ninguém botando a mão por cima, só ele, Deus, a vida, e ele lutando para passar em seu concurso, para chegar onde ele chegou”'
Talvez, do ponto de vista da burocracia brasileira, não haja em Brasília, hoje, ninguém mais moldado para ser premiado com um cargo vitalício do que Messias — o que está longe de significar que isso seja bom. Mas o fato é que a tragédia de Bessias não tem par na história da administração pública nacional e mereceria ser contada por Sófocles ou Eurípedes — com patrocínio da Petrobras.
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