Flávio Gomes de Barros
Qualquer pessoa de bom senso, e sem paixão política, há de reconhecer que o futuro do Brasil é nebuloso, a partir de vários indicadores.
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As opções que se apresentam como concorrentes à Presidência da República endossam nossa falta de perspectivas.
É essa a linha de raciocínio do jornalista Rodolfo Borges:
"É possível argumentar que esse processo vem de longe, desde a eleição de Dilma Rousseff, uma criação artificial de Lula, ou mesmo desde a reeleição do petista após o surgimento do esquema do mensalão. Mas o fato é que o Brasil teve na Operação Lava Jato a oportunidade de expiar boa parte de seus pecados, e o mundo político e parte relevante do população optaram por rejeitá-la.
As críticas que se faziam à Lava Jato parecem uma piada de mau gosto hoje, depois da instalação do inquérito das fake news pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a condução dos julgamentos da trama golpista pelo ministro Alexandre de Moraes, dois processos que degradaram como nunca a instituição que se apresentou como solução final para todos os problemas do país.
Veio o escândalo do Banco Master, danificando ainda mais o STF, que, ironicamente, parece ter convidado Daniel Vorcaro ao ilícito com a derrubada da Lava Jato, enquanto Lula, liberado da cadeia, terminava de estraçalhar as contas públicas, na tentativa de manter de pé um governo que não tinha motivo para ser eleito, e só conseguiu porque a alternativa parecia ainda pior após a pandemia.
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Também na política, decisões podem ter efeito contrário Os custos do fechamento do Serveal ainda precisam ser explicados Uma vantagem de Renan Filho em relação a JHC Teria o caso do Banco Master saído de moda?