Contextualizando

O Canal do Sertão está excluído da campanha eleitoral deste ano

Em 11 de Setembro de 2026 às 09:00

“O Canal do Sertão Alagoano é a maior obra de infraestrutura hídrica do Estado de Alagoas, projetada para levar as águas do Rio São Francisco até a região semiárida que mais sofre com a escassez de chuvas.”

Essa é a explicação do Google, moderna ferramenta que substituiu as tradicionais enciclopédias e dicionários, sobre o Canal do Sertão.

O Google revela outros detalhes:

“Extensão total: Planejado para ter cerca de 250 km de extensão, partindo de Delmiro Gouveia, no extremo oeste do Estado.

Objetivos: Fornecer água tratada para o consumo humano, dessedentação animal e apoio à irrigação agrícola na tentativa de impulsionar o desenvolvimento do sertão e do agreste.

Fases e Trechos: Dividido em etapas de execução, com destaque atual para o avanço das obras do Trecho 5 (do km 123 ao km 150), que atende municípios como São José da Tapera, Monteirópolis e Olho d’Água das Flores.”

Tudo explicado nas telas de computadores e celulares, outras ferramentas da modernidade, mas apenas como teoria, pois na prática a realidade é diferente, bastante adversa.

Iniciado ainda gestão do governador Geraldo Bulhões, sertanejo de Santana do Ipanema que exerceu o mandato entre 1991 e 1994, o Canal do Sertão Alagoano é mais uma dentre tantas obras inacabadas que estão espalhadas em território brasileiro.

No caso de Alagoas, ainda há outras de porte significativo, a exemplo da duplicação da rodovia AL 101 Norte, prometida há anos para ligar Maceió à Barra de Santo Antônio, numa extensão de 42 quilômetros, e que não chegou ainda sequer à Praia da Sereia, a cerca de 10 quilômetros da capital.

Falando em obra inacabada por essas bandas, é preciso não fazer referência ao Aeroporto de Maragogi, anunciado há anos como redenção do turismo regional e que ainda hoje se arrasta, capengando, sem previsão de conclusão.

Voltando a Canal do Sertão, é preciso fazer justiça e dizer que a situação da obra atualmente é praticamente a mesma em que deixou o governador Téo Vilela (1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2014), o único realmente a dar sequência ao projeto iniciado por Geraldo Bulhões.

Apesar da relevância do empreendimento, especialmente para a população do Semiárido de Alagoas, o Canal do Sertão é um tema ausente dos debates e programas eleitorais dos atuais candidatos a governador do Estado - no máximo, merece um registro isolado, sem a repercussão que faria por merecer.

Coisa da política. E dos políticos...

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