Redação
Preso desde o dia 23 de janeiro de 2026 após confessar o desvio de doações para o próprio filho, João Victor dos Santos Oliveira, pai do pequeno Noah Gabriel, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça de Alagoas nessa quinta-feira (02). A família tinha campanhas de arrecadação para o tratamento do menino de apenas um ano, que sofreu amputações nos braços e nas pernas devido a uma pneumonia.
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O prejuízo seria de cerca de R$ 113 mil. Ele disse que gastou o dinheiro com apostas online, aluguel de carro e drogas. O caso foi registrado no município de Murici, interior do estado. Este foi o quarto pedido de soltura feito pela defesa, após três terem sido negados pelo Poder Judiciário. João agora responderá ao processo fora da cadeia.
No pedido, a defesa sustentou que a prisão preventiva não atendia aos requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal, que exige a demonstração concreta de riscos à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei. Outro ponto destacado foi que o processo penal não admite prisões fundamentadas apenas em reprovação social ou na pressão da população.
“Não há nos autos indícios de que o investigado tenha tentado fugir, ameaçar testemunhas, interferir na investigação ou praticar novos crimes. A ausência desses fatores, ainda conforme a defesa, reforça que a prisão preventiva era desproporcional e desnecessária”, alegou o advogado Caio César.
Desvio de dinheiro
João se preparava para fugir quando foi preso no dia 23 de janeiro. A mãe de Noah, Mikaelle Ferreira, procurou a Promotoria de Justiça de Murici para denunciar o esposo. Ela contou que o homem não prestava contas dos valores doados e, quando questionado, sempre se esquivava.
Ele teria se aproveitado da ausência da mulher, que estava em Maceió para acompanhar o filho no hospital, para abrir uma conta em nome do menino, na Caixa Econômica Federal, se dizendo o representante legal da criança. Restaram apenas R$ 300 do valor arrecadado.
Já preso, o pai de Noah admitiu o desvio do dinheiro e afirmou que ele foi usado em plataformas de apostas como a do conhecido “Jogo do Tigrinho”, em aluguel de um carro por 28 dias, além da compra de maconha e cocaína.
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