Paraná confirma dois casos de hantavírus no estado; 11 são investigados

Publicado em 08/05/2026, às 15h32 - Atualizado às 15h32
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CNN Brasil

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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou que dois casos de hantavírus foram registrados no estado: um no município de Pérola d'Oeste e outro em Ponta Grossa. Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação.

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O estado paranaense monitora continuamente os casos de hantavirose e afirmou que a doença segue controlada no estado.

O alerta da secretaria ocorre após a Organização Mundial da Saúde divulgar casos e mortes por hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.

Além dos casos registrados em abril deste ano, em 2025, também houve um caso confirmado no município de Cruz Machado.

Diante a situação atual, o secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirmou que os casos estão sob controle e a rede de saúde está preparada. "A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença", disse.

A CNN Brasil entrou em contato com as Prefeituras de Pérola d'Oeste e Ponta Grossa. O espaço segue em aberto.

O que é o vírus?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. Ela é transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.

Quando se desenvolve, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e em casos mais severos a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), nesse estágio é possível surgir edema pulmonar não cardiogênico, com o paciente evoluindo para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.

Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se evoluir para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.

Não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, sendo as medidas terapêuticas de suporte e ministradas por profissionais médicos. Ao primeiro sinal da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente.

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