Redação EdiCase
A relação entre família e escola tem se consolidado como um dos pilares para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Mais do que acompanhar notas ou comparecer a reuniões, o envolvimento ativo dos responsáveis na rotina escolar pode influenciar diretamente aspectos acadêmicos, comportamentais e socioemocionais.
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De acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), organização internacional responsável por estudos importantes na área de educação, na pesquisa “PISA 2018 Results (Volume III): What School Life Means for Students’ Lives“, alunos cujos responsáveis acompanham mais de perto sua rotina escolar tendem a apresentar melhores resultados de aprendizagem e maior engajamento com os estudos.
O artigo “The Case for Strong Family and Community Engagement in Schools”, da Harvard Graduate School of Education (HGSE), indica que a parceria entre escola e família também está relacionada a melhores indicadores de bem-estar emocional e comportamento.
O acompanhamento pode acontecer de diferentes formas, como o interesse pelas atividades escolares, a participação em momentos de troca com educadores e o estímulo a hábitos que favoreçam o aprendizado dentro de casa. Segundo Christina Sabadell, head das Escolas Premium do Grupo SEB (Pueri Domus, Carolina Patrício e Sphere International School), não se trata de interferir no papel pedagógico da escola, mas de construir uma parceria consistente.
“Quando há alinhamento entre os valores e as práticas da escola e da família, a criança tende a se sentir mais acolhida e confiante, o que impacta positivamente sua aprendizagem e suas relações. No entanto, o apoio familiar não significa assumir o lugar do educador, mas, sim, reforçar, em casa, aspectos importantes como organização, autonomia e responsabilidade, além de ajudar na organização da rotina de estudos e acompanhar tarefas e prazos escolares”, explica Christina Sabadell.
Outro ponto relevante é a comunicação entre escola e responsáveis. Canais abertos e frequentes permitem identificar desafios com mais rapidez e agir de forma preventiva, especialmente em questões relacionadas ao comportamento e ao bem-estar emocional dos estudantes. “A troca constante de informações contribui para intervenções mais assertivas e evita que pequenas dificuldades se tornem problemas maiores ao longo do tempo”, destaca Christina Sabadell.
Além disso, a participação em encontros, palestras e atividades propostas pela escola pode ajudar as famílias a compreender melhor as demandas contemporâneas da educação, como o uso equilibrado da tecnologia e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Esse entendimento tende a fortalecer a atuação dos responsáveis no cotidiano das crianças.
Para a head das Escolas Premium do Grupo SEB, o engajamento familiar deve ser visto como um processo contínuo e adaptado à realidade de cada núcleo familiar. “Não existe um modelo único de participação, mas é fundamental que a criança perceba que a família valoriza sua trajetória escolar e está presente, de alguma forma, nesse processo”, pontua.
Logo, em um cenário educacional cada vez mais complexo, a construção de vínculos sólidos entre escola e família se mostra um fator relevante para promover não apenas o desempenho acadêmico, mas também o desenvolvimento emocional e social ao longo da vida.
Por Rodrigo Hernandes
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