Pernambucano morto em Rio Largo causou desconfiança de traficantes por usar tornozeleira, diz delegada

Publicado em 22/05/2026, às 12h06 - Atualizado às 12h06
Wallace foi morto sem chances de defesa em Rio Largo - Reprodução/Rede Social

TNH1 com TV Pajuçara

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A Polícia Civil de Alagoas revelou, nesta sexta-feira (22), detalhes sobre o assassinato do pernambucano Wallace Vilas Lima, de 24 anos, ocorrido em plena luz do dia no Conjunto Jarbas Oiticica, em Rio Largo. A principal linha de investigação é que o jovem causou a desconfiança de traficantes de drogas da comunidade ao se mudar para a residência da companheira - onde morava há uma semana - e usar tornozeleira eletrônica. Duas pessoas foram presas nesta manhã durante a operação Alcateia e outras duas seguem foragidas.

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Segundo a polícia, os criminosos estavam reunidos na tarde de 17 de abril deste ano quando decidiram abordar o jovem. Wallace foi cercado e precisou responder a questionamentos do grupo. Depois, os homens saíram do local e retornaram armados para executá-lo. Eles pularam o muro do imóvel e arrombaram a porta do quarto onde a vítima tentava se abrigar, e diante de familiares e vizinhos, cometeram o homicídio brutal.

Delegada Rosimeira Vieira está à frente das investigações (Crédito: Reprodução/TV Pajuçara)

"Wallace era de outro estado e eles [criminosos] questionaram o uso da tornozeleira, quiseram saber qual o crime que ele havia cometido, fizeram uma série de questionamentos, registros fotográficos, tudo antes de cometer a ação criminosa. Eles ainda saíram do local, não sei se para manter contato com algum superior, e em seguida retornaram com a sentença de morte e executaram esse homem", disse a delegada Rosimeire Vieira em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara.

A operação

A operação policial deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira mirou as pessoas envolvidas no crime contra Wallace. Os dois homens presos têm 22 e 26 anos, e possuem um histórico criminal, sendo investigados por outros homicídios e pelo tráfico de drogas no município de Rio Largo.

Em depoimento, os dois suspeitos negaram participação na morte do pernambucano. No entanto, as autoridades confirmaram que existem elementos técnicos que comprovam a presença deles na residência onde o homicídio aconteceu naquela tarde.

Os detidos permanecerão à disposição da Justiça, onde devem ser formalmente indiciados pela prática de homicídio qualificado. As investigações continuam para localizar e prender os outros assassinos.

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