Flávio Gomes de Barros
A Petrobras, uma das principais acionistas da Braskem, com 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total, admite a possibilidade de socorrer a petroquímica para ajudar a resolver seus problemas financeiros – os débitos estão em torno de R$ 50 bilhões.
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Já que um acordo extrajudicial com credores está difícil de acontecer, essa seria uma alternativa para evitar a recuperação judicial, que certamente deve exigir mais tempo, elevar custos e afetar o valor das ações.
Em junho passado, a Braskem elegeu Magda Chambriard, CEO da Petrobras, para a presidência do seu conselho de administração, e um entrave para aportar recursos na petroquímica é que os investimentos da petrolífera foram reduzidos para US$ 5,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, numa queda de 19,1%.
Por outro lado, esse processo de reestruturação financeira passou a interessar credores minoritários, que manifestam interesse em se envolver nas negociações, pois defendem transparência nas discussões sobre o futuro da empresa.
Esses credores de menor porte permanecem sem acesso às reuniões e aos documentos apresentados durante o processo e, caso suas pretensões não sejam acatadas, pretendem ingressar com medidas judiciais.
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