PGR denuncia Moro e pede perda do cargo por acusações contra Gilmar Mendes

Publicado em 17/04/2023, às 18h20
Foto: Reprodução/Agência Senado -

Correio Braziliense

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o senador Sergio Moro ao Supremo Tribunal Federal (STF) por acusações contra o ministro Gilmar Mendes. Na peça enviada à Suprema Corte, a procuradoria pede a condenação do político e a prisão dele, caso seja condenado e a pena ultrapasse quatro anos, e a perda do cargo eletivo.

LEIA TAMBÉM

Moro aparece em um vídeo que se espalhou pelas redes sociais afirmando, sem provas, que Gilmar Mendes vende habeas corpus. A denúncia foi apresentada pela vice-procuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo, que afirma que Moro atribuiu falsamente um crime ao magistrado. A informação foi revelada pela jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, e confirmada pelo Correio junto a fontes na suprema corte.

"Em data, hora e local incertos, o denunciado Sergio Fernando Moro, com livre vontade e consciência, caluniou o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, imputando-lhe falsamente o crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, ao afumar que a vítima solicita ou recebe, em razão de sua função pública, vantagem indevida para conceder habeas corpus, ou aceita promessa de tal vantagem", destaca a peça enviada ao Supremo.

"Ao atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, o denunciando Sergio Fernando Moro agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido, tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado da mais alta Corte do país", completa o texto.

Lindôra destaca que as declarações do ex-juiz da Lava-Jato ocorreram '"na presença de várias pessoas, com o conhecimento de que estava sendo gravado por terceiro, o que facilitou a divulgação da afirmação caluniosa, que tornou-se pública em 14 de abril de 2023, ganhando ampla repercussão na imprensa nacional e nas redes sociais da rede mundial de computadores".

O vídeo circulou pelo Instagram e a PGR pede que o material seja preservado para uso durante as investigações.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Campanha convoca familiares de desaparecidos para coleta de DNA Morre veterinária atacada por cachorro no canil do Senado Federal 'Saiu rindo', diz segurança sobre colega que liderou espancamento que matou ciclista no Rio Empresária que morreu após cirurgia plástica fez seis procedimentos no rosto, diz família