Policiais rejeitam proposta do Governo e mantêm greve e ocupação do Porto

Publicado em 28/04/2016, às 12h34

Redação

Os policiais civis em greve desde o dia 19 deste mês decidiram, em assembleia na manhã desta quinta-feira (28), manter a paralisação por tempo indeterminado e a ocupação do Porto de Maceió.

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A decisão da categoria vai de encontro a duas decisões judiciais, com aplicação de multas. Uma delas decretou a ilegalidade da greve da categoria, com multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento. Já a segunda, emitida ontem, determinou a desocupação imediata do terminal portuário.

De acordo com a assessoria de comunicação do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Alagoas (Sindpol), a categoria não aceitou a proposta do governo que queria discutir o reajuste somente no mês de agosto. O governador ofereceu um piso salarial de R$ 3.600 para a categoria. A proposta oferecia ainda a progressão de todos os policiais até o final do ano.

Para governo, proposta do Sindpol é incompatível com realidade do Estado

Por meio de nota oficial divulgada recentemente, o Governo do Estado disse que a proposta de reajuste salarial apresentada pelo Sindpol, da ordem de 60% da remuneração dos delegados, representaria um reajuste de 172,68%, considerado "completamente inviável, diante da situação econômica do País, e totalmente incompatível com a realidade do Estado de Alagoas".

O Estado afirma ainda que mantém a Mesa de Negociação permanente com a categoria "levando em conta a política do diálogo aberto e respeito ao servidor público estadual".

"Diante disso, o Governo pede a compreensão e bom senso da categoria e lamenta os atos extremos praticados por manifestantes, como o fechamento do Porto de Maceió, ocorrido nesta terça-feira (26), que só trazem transtornos e prejuízos à sociedade", pontua a nota.

Pauta de reivindicações

A pauta de reivindicações da categoria tem 23 itens. Entre os principais pontos, está a implantação de um piso salarial de 60% da remuneração dos delegados, a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), o pagamento retroativo das progressões, a implantação imediata das progressões que estão no Atagab-Seplag e o pagamento de risco de vida e de insalubridade, além da melhoria das condições estruturais das delegacias e a transferência dos presos.


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