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Presidente do Conselho de Ética denuncia a Janot novas manobras para salvar Cunha

Publicado em 01/06/2016, às 15h17

Redação

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), se encontrou nesta quarta-feira, 1º, com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para denunciar novas manobras postas em prática na Casa para favorecer o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Nesta tarde, o colegiado está reunido para conhecer o teor do relatório do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que deve pedir a cassação de Cunha por quebra de decoro parlamentar.

Araújo disse a Janot que, mesmo afastado do mandato e do cargo, o peemedebista continua exercendo influência sobre os colegas. Pouco antes de viajar ao Chile, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), encaminhou uma consulta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que pode mudar o rito de votação do processo disciplinar no plenário.

Em ato simultâneo, o presidente do conselho foi notificado a responder a denúncias que, se forem instauradas no colegiado, podem tirá-lo da votação do parecer contra Cunha.

"Embora afastado, seus tentáculos continuam na Casa, mandando de todos os jeitos, sufocando o conselho", reclamou Araújo. O presidente do colegiado disse que fez um apelo a Janot. "Eu disse: só tem o senhor e o Papa para me queixar. Aí ele disse para eu ficar com o Papa", contou. Segundo Araújo, Janot recebeu os documentos e se limitou a dizer que está acompanhando os últimos acontecimentos.

Araújo foi acompanhado do vice-presidente do conselho, deputado Sandro Alex (PSD-PR). Ele também pediu encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato. "Espero que alguma coisa aconteça", afirmou.

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