Quase 80% dos profissionais do direito usam IA com frequência, aponta levantamento

Publicado em 27/03/2026, às 09h43
Imagem meramente ilustrativa - Freepik

João Pedro Abdo / Folhapress

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A parcela de profissionais do direito que usam diária ou semanalmente ferramentas com inteligência artificial generativa cresceu de 55% para 76% entre 2025 e 2026. É o que aponta um levantamento feito pelo Jusbrasil, Trybe e ITS Rio em parceria com seccionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo.

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Foram ouvidos mais de 1.800 estudantes, advogados e outros profissionais da área por meio de um formulário distribuído em canais digitais das seccionais e das outras instituições. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais, segundo o estudo.

Para 76% dos profissionais, a redação de peças processuais foi o principal trabalho desenvolvido com ferramentas de IA generativa. Pesquisa jurídica (59%), redação de pareceres e memorandos (58%) e análise e revisão de contratos (56%) aparecem em seguida.

As respostas para essa questão eram de múltipla escolha e, por isso, somam mais de 100%.
As principais áreas de atuação dos profissionais que responderam são o direito civil e processo civil (24%), direito do trabalho e previdenciário (17%) e direito da família e sucessões (11%).

Foram ouvidos, ainda, profissionais das áreas de atuação geral ou full service (8%), direito administrativo e gestão pública (7%), direito penal e processual penal (6%), direito empresarial, societário e fusões e aquisições (5%), direito do consumidor (4%), direito imobiliário (4%), direito tributário (3%) e direito digital (3%), entre outras.

O levantamento também analisou os impactos do uso das ferramentas nas horas de trabalho e no bem-estar dos profissionais.

A economia de tempo é citada por 84% dos participantes, e 37% relatam ter poupado mais de quatro dias de trabalho por mês. A melhora técnica no trabalho desempenhado é mencionada por 91%, enquanto 75% dizem que o uso das ferramentas melhorou o bem-estar profissional.

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