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Um novo escândalo abalou o budismo neste mês. No centro do caso está Phra Wachirayan Wi (também conhecido pelo antigo nome monástico Luang Pho Atichot Dhammavaro), de 66 anos, com seguidores que incluem funcionários do governo, empresários, autoridades policiais e militares de alta patente. Ele era conhecido por um status de alta senioridade, prestígio político e grande influência popular.
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O agora ex-monge budista era o líder (abade) do Wat Phutthaisawan, um importante complexo religioso do século XIV em Ayutthaya, a antiga capital da Tailândia. Ele acabou preso num escândalo em que não cumprir votos religiosos de castidade e de renúncia a bens materiais.
A polícia tailandesa iniciou uma investigação em julho de 2026 após denúncias de uso indevido de fundos do templo, descobrindo que doações foram embolsadas em mais de 20 ocasiões ao longo de dois anos.
De acordo com o jornal britânico "The Guardian", a polícia afirmou que foram identificadas duas fontes de financiamento associadas a recibos de donativos emitidos em nome do templo.
"Mas nenhum do dinheiro proveniente das duas fontes entrou na conta do templo — nem um único baht [moeda tailandesa]", afirmou um porta-voz da investigação em entrevista coletiva na semana passada.
Na Tailândia, o comércio e a veneração de amuletos budistas movimentam uma economia multimilionária e atraem devotos fervorosos. Phra Wachirayan ganhou notoriedade nacional justamente como um mestre na criação e consagração desses amuletos e objetos sagrados. Sua reputação espiritual era tão consolidada que o templo recebia fluxos massivos de doações financeiras específicas de fiéis que buscavam adquirir suas peças em troca de proteção e boa sorte. Relatos da mídia local associados ao caso apontam que figuras proeminentes da política nacional da Tailândia estavam entre as pessoas que usavam publicamente os amuletos criados pelo ex-monge.
Durante as investigações, foram obtidas imagens de circuito interno de segurança do templo que mostravam o ex-monge quebrando o voto de celibato ao manter relações sexuais com uma seguidora leiga, identificada como Punyavee Rungrueang, de 47 anos, dentro das dependências do templo. Os dois tiveram relação sexual sobre uma mesa de refeitório.
Os dois foram presos numa operação realizada em 10 de setembro sob a acusação de ter desviado 92 milhões de bahts (cerca de R$ 14 milhões) em doações feitas ao templo Wat Phutthaisawan.
A polícia apreendeu 35 amuletos de ouro, 1,5 kg de barras de ouro e uma grande quantidade de joias — avaliadas em cerca de 6,04 milhões de bahts (R$ 925 mil) — na casa de Punyavee.
"Vamos alargar a investigação para identificar outras pessoas envolvidas e restaurar a confiança pública no budismo", disse Nattasak Chaowanasai, comissário do Departamento Central de Investigação da Tailândia.
O incidente chocante ocorreu meses depois que outros quatro monges foram presos após a descoberta de drogas, pornografia, brinquedos sexuais e listas de contatos de acompanhantes no templo onde viviam.
Os líderes religiosos teriam violado seus votos monásticos ao manterem os itens proibidos no Mosteiro Phrom Sunthon, na província de Chonburi (Tailândia). A polícia realizou uma operação no local em 27 de janeiro, após receber denúncias de que os monges possuíam armas de fogo e drogas.
Imagens mostram policiais revistando os quartos, onde encontraram 89.000 baht (R$ 13,7 mil) em dinheiro, uma pistola, uma bomba de aumento peniano, uma lista de contatos de prostitutas e um aparelho de DVD com um disco pornô ainda no compartimento de leitura. Além disso, três monges teriam testado positivo para metanfetamina.
Agentes prenderam Phra Supachai Jantawong, de 35 anos, Phra Wirat Mukdasanit, de 45, e Phra Thanapol Maison, de 59, bem como o abade do templo, Phra Photisang Taebmuan. Os quatro foram expulsos da ordem monástica e banidos da religião.
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