Reação a derrota de Messias no Congresso divide governo Lula

Publicado em 30/04/2026, às 13h56
- Agência Senado

g1

Ler resumo da notícia

Depois da derrota histórica na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), uma ala do governo Lula defende retaliação, com a retirada de cargos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Outra, recomenda esperar a poeira baixar e tocar o governo sem depender do Congresso.

No calor do momento, a sensação era de governo nocauteado e sem entender a derrota, que a equipe de Lula não acreditava que pudesse acontecer.

Assessores de Lula dizem que o presidente ainda reflete sobre como reagir. Segundo eles, Lula vinha dizendo que cabia a ele fazer a indicação. E ao Senado aprovar ou rejeitar. E que, por isso, o governo tem de respeitar a decisão dos senadores.

Se, do ponto de vista institucional essa é a realidade, do ponto de vista político a avaliação é outra, de um governo enfraquecido no Senado.

Clima nos corredores

Logo depois da sessão do Senado que derrotou o governo, no qual um animado Davi Alcolumbre (União-AP) conduziu os trabalhos e até cravou o resultado para o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), antes de o painel ser liberado, os governistas circulavam cabisbaixos pelo plenário.

Enquanto a oposição comemorava de forma ruidosa a vitória, que só foi possível com a ajuda de Alcolumbre.

Os senadores da oposição admitiam que o presidente do Senado foi fundamental na derrota da indicação de Jorge Messias. Os oposicionistas normalmente contam com 32 votos no plenário. O placar registrou dez a mais.

Deste grupo, que completou os 42 votos contra Messias, boa parte votou contra Lula por influência do presidente do Senado.

Ainda no plenário, a oposição fazia questão de deixar claro que a derrota histórica era um recado não apenas para Lula, mas também para o STF.

"Essa vitória nossa é um recado para o governo, mas também para o Supremo. Alguns ministros estão extrapolando e receberam o recado claro. Em breve, se não mudarem de posição, processos de impeachment serão abertos aqui nesta casa", afirma o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ).

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, ia no mesmo tom.

"Nossa vitória representa o fim do governo Lula 3 aqui no Congresso, mas também é um recado para o STF", afirmou.

 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Comissão do Senado aprova novo piso salarial de médicos e dentistas Delação de Vorcaro atinge ministro de Lula e leva crise do Master ao coração do governo Justiça suspende expulsão de alagoano Aldo Rebelo do Democracia Cristã Lojas terão de informar preços reais na Black Friday, prevê projeto aprovado na ALE