Flávio explica por que desistiu de vice mulher e escolheu Alfredo Gaspar

Senador citou dificuldade de articulação partidária e candidaturas femininas já estruturadas no PL

Publicado em 07/08/2026, às 09h36
O deputado Alfredo Gaspar (PL-RN) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Beto Barata/PL
O deputado Alfredo Gaspar (PL-RN) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Beto Barata/PL

Por CNN Brasil

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, declarou que a escolha de uma mulher como vice se tornou inviável devido à neutralidade de partidos do Centrão e à definição de candidaturas dentro do PL, o que limita suas opções de composição na chapa.

A decisão dos partidos do Centrão de não se alinhar a nenhuma sigla na disputa presidencial de 2026 dificultou as articulações, levando Bolsonaro a concentrar suas negociações apenas dentro do PL, onde as potenciais candidatas já tinham compromissos eleitorais.

Com a falta de alternativas, o nome indicado para a vice foi Alfredo Gaspar, sugerido por Rogério Marinho, que é visto como um candidato qualificado, especialmente por sua atuação na CPMI do INSS, destacada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

Resumo gerado por IA

O candidato do à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (6) que a escolha de uma mulher como vice na chapa se tornou inviável por causa da neutralidade de partidos de centro no cenário nacional e campanhas já definidas dentro do PL.

Ele acrescentou que em um primeiro momento buscou construir uma composição com uma vice de outro partido, tanto para ampliar a participação feminina na chapa quanto para fortalecer politicamente a candidatura. "Eu sempre falei da minha preferência sobre ter uma vice mulher, [...] quem não veio foram os caciques dos partidos que não vieram aí a critério deles, eu respeito. [...] e em função dessa busca que eu tava de uma vice preparada, uma mulher de outros partidos, isso não foi possível", afirmou o senador em entrevista ao podcast Market Makers.

A fala ocorre após partidos do "Centrão" optarem pela neutralidade na disputa presidencial de 2026. MDB, PSDB/Cidadania, PP (Progressistas), União Brasil, Republicanos e Podemos decidiram não se alinhar a nenhuma sigla em âmbito nacional.

Sem o avanço de articulações com outros partidos, Flávio disse ter concentrado as negociações dentro do PL. O candidato citou nomes da legenda como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e as parlamentares Júlia Zanatta, Priscila Costa, Bia Kicis e Clarissa Tércio, mas afirmou que todas já estavam com projetos eleitorais definidos.

"Tinham grandes nomes aqui, mas todo mundo já meio que decididas a concorrer a alguma coisa, a Senado, a deputada, com as campanhas estruturadas", disse o candidato.

Em sua fala, o senador ainda afirmou que a indicação do nome que viria a compor a chapa pura surgiu de Rogério Marinho. "Foi quando veio aí a possibilidade alternativa trazido pelo nosso coordenador de campanha que é Rogério Marinho do nome de Alfredo Gaspar que é uma pessoa que também tem requisitos excepcionais".

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou à CNN que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) era o melhor nome para compor a chapa e ressaltou sua atuação como relator na CPMI do INSS.

“O que mais atingiu o governo petista foi a CPMI do INSS. O desconto de aposentados foi inédito, ainda mais com o salário baixo que ganha um aposentado. Quem melhor que o Gaspar para falar nesse assunto?”, disse o dirigente do partido.

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