Saiba quem é "Fofão", traficante do PCC preso por envolvimento na execução de ex-delegado

Publicado em 19/09/2025, às 14h23
- Foto: Reprodução/CNN

CNN Brasil

A investigação da execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes em Praia Grande (SP) ganhou um novo capítulo com a prisão de Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como "Fofão". O traficante, que é membro do PCC, foi detido nesta segunda-feira (19) no litoral paulista, suspeito de envolvimento na logística do crime.

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Embora "Fofão" não seja apontado como executor direto, ele teria conhecimento de todo o plano criminoso e é suspeito de participar da logística da morte. A polícia ainda busca outros foragidos com prisão decretada, como Felipe Avelino da Silva, o "Mascherano", que exerce a função de disciplina no PCC.

O secretário Guilherme Derrite afirmou que "não resta dúvida de que o PCC está envolvido", e uma força-tarefa com mais de 100 policiais segue mobilizada para esclarecer o caso.

Fontes, de 63 anos, foi assassinado na noite de segunda-feira (15) com mais de 20 disparos de fuzil em uma ação descrita como "planejada e de alta complexidade". O ex-delegado era jurado de morte pelo PCC desde 2006 e era reconhecido como um dos principais inimigos da facção por ter indiciado sua cúpula, incluindo Marcola.

Quem são os suspeitos


Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18), a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que Flavio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, conhecido como "Masquerano" no PCC, são investigados pela execução de Ruy Ferraz.

Um dos suspeitos tem vasto histórico criminal. Ainda de acordo com a polícia, a ação demonstrou conhecimento tático, com armamento pesado e carro de fuga incendiado.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, declarou que "não resta dúvida de que o PCC está envolvido" na morte do ex-delegado-geral.

Relembre morte de ex-delegado-geral em SP

A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, em Praia Grande (SP) na segunda-feira (15), mobilizou uma força-tarefa policial e gerou forte repercussão devido ao seu histórico de combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

O secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, confirmou que Fontes estava "sendo procurado, caçado". O crime foi descrito como "covarde" e "bárbaro" pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo promotor Lincoln Gakiya, respectivamente.

Fontes era considerado um dos principais inimigos do PCC, tendo sido pioneiro no mapeamento da facção e responsável por indiciar sua cúpula, incluindo Marcola, em 2006.

Ele era jurado de morte pelo PCC desde 2006 e havia expressado preocupação com sua segurança após um assalto em 2023, dizendo: "Eu combati esses caras durante tantos anos e agora os bandidos sabem onde moro".

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