“Se ela estivesse aqui, não responderia por mim”, diz pai em julgamento de filha que envenenou a mãe

Publicado em 25/02/2025, às 13h38
- Imagem. Ministério Público de Alagoas

João Arthur Sampaio

Durante o julgamento de Suzana Ferreira da Silva, nesta terça-feira (25) por tentar matar a própria mãe ao servir açaí misturado com veneno, o pai da ré contou que começou a desconfiar da conduta da filha após a morte suspeita do segundo neto.

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Primeiro a depor, ele disse que orientou a esposa a não consumir alimentos que fossem ofertados pela Suzana. A mulher estava frequentemente oferecendo açaí para a mãe, para “ganhar confiança”, até que deu o último envenenado. A esposa sobreviveu à tentativa de homicídio, mas hoje vive em estado vegetativo.

De acordo com o pai, a companheira dele teria dito, na casa da sogra, que se soubesse que a filha tinha matado os dois netos, a denunciaria à polícia. A fala iniciou uma discussão entre Silvânia e Suzana, seguida pela tentativa de envenenamento. Depois de envenenar a própria mãe, a mulher ligou para ele avisando que estaria passando mal e que teve uma parada cardíaca.

"Graças a Deus ela não está aqui, pois não consigo olhar para ela, excelência. E me desculpe, se aqui ela estivesse eu não responderia por mim", disse, acrescentando que a filha vinha oferecendo com frequência passaporte [sanduíche] a ele.

O homem também afirmou que a filha teria pegado R$17 mil emprestados com dois agiotas, R$8 mil com um e R$9 mil com outro. Os dois teriam o ameaçado para pagar as dívidas de Suzane.

Relembre o caso - Suzana Ferreira foi presa em 24 de novembro de 2023, quando procurou a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência. Mas o que ela não esperava é que, ao fornecer os dados, os policiais acabaram visualizando um mandado de prisão em aberto contra ela.

A mulher estava sendo procurada pelas autoridades policiais com a suspeita de ter envenenado e matado dois filhos.

Ela teria envenenado uma filha, de apenas um ano de idade, no ano de 2016, e um filho de três anos de idade, no ano de 2021. A mulher, de acordo com o delegado responsável pelas investigações, Arthur César, não tem diagnóstico de transtorno mental.

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