Sem negociação, professores da Ufal não dão previsão para encerrar greve

Publicado em 15/09/2015, às 11h05
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Redação

Sem negociação, professores da Ufal não dão previsão para encerrar greve (Crédito: TNH1)

Mesmo reconhecendo a dificuldade do poder público em conceder reajuste salarial para servidores, desde a esfera municipal até a federal, professores da Universidade Federal de Alagoas informaram nesta terça (15) que não há previsão para encerrar a greve.

A afirmação foi feita em entrevista coletiva de imprensa na sede da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), 110 dias após o início da paralisação.

De acordo com o professor José de Menezes, integrante do comando local de greve, todos os servidores públicos estão ameaçados com a atual conjuntura econômica, mas ele afirma que o ponto de pauta da categoria não é somente aumento de salário, mas também a defesa da universidade pública.

"O governo se nega a negociar. Nós fizemos tentativas até mesmo no mês de maio [no início da greve], mas elas não aconteceram. Apesar do quadro não ser nada bom, nada é reversível e esperamos um cenário melhor", diz.

Uma assembleia da categoria será realizada na próxima quinta-feira (17), mas sem previsão de encerramento da paralisação. "A greve vai durar até quando a categoria achar que ela deve acontecer", afirmou Geórgia Cea, também do comando de greve. No Brasil, são 46 universidades com as aulas paralisadas.

As reivindicações dos servidores, em nível nacional, são melhores condições de trabalho, reestruturação da carreira, valorização salarial de ativos e aposentados, e outras.

As reivindicações locais, relacionadas à Ufal, são: defesa do caráter público e da qualidade do trabalho desenvolvido na universidade, transparência no orçamento,melhor gestão de pessoal, melhorias na infraestrutura, entre outras.


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