Sequestro no RN: delegado diz que PM apontou arma para o filho mais de uma vez

Publicado em 06/09/2019, às 09h36
Reprodução / TV Tropical -

TNH1 com TV Tropical

O delegado da cidade de Macaíba, no interior do Rio Grande do Norte, Cidorgeton Pinheiro, contou detalhes da ação policial realizada para negociar a liberação do filho de 6 anos do soldado Hermano Mangabeira, feito refém pelo próprio pai, durante a tarde e parte da noite dessa quinta (5).

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Em entrevista ao RN no Ar, da TV Tropical (RecordTV), o delegado disse que por mais de uma vez o pai apontou a arma para a cabeça do filho e ameaçou matá-lo.

Pinheiro foi o primeiro a chegar ao local, o que fez com que ele comandasse a negociação para libertar o menino. Ele relata que contou com o apoio de um psicólogo para conquistar a confiança do policial e obter a rendição.

"O primeiro momento já nos trouxe um temor muito grande, mas a equipe estava preparada. Eu fiz a intervenção, consegui criar um elo com ele e conseguimos contê-lo", detalha.

O delegado conta que Hermano pediu para se despedir da mãe e da ex-esposa, mas ambas foram impedidas de se aproximar por questão de segurança.

Ele lembra que toda a ação de sequestro da criança teve como intenção do soldado afetar a ex-mulher. "O estado emocional dele era crítico. O que ele mais pedia era a possibilidade de se despedir da companheira, da mãe. A experiência não nos permite trazer essas pessoas para perto da crise. Não foi permitido o contato com a mãe e, principalmente, não foi permitido contato com a esposa", lembra.

Após o fim da negociação e a liberação do menino, a polícia apreendeu a arma que estava com o soldado, e ela tinha uma munição deflagrada e outra percutida (quando o disparo falha). Hermano estava proibido de portar arma por uma decisão judicial, após problemas que ele apresentou com a ex-mulher.

Agora, o homem deve responder pelos crimes de sequestro qualificado, porte ilegal de arma de fogo, receptação de arma de fogo, e pode responder por desacato e resistência à prisão.

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