Servidores do DER são presos suspeitos de vender veículos apreendidos

Publicado em 16/04/2020, às 10h42
Foto: Ascom PC -

TNH1 com Ascom PC

Dois servidores do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER/AL) foram presos, nessa quarta-feira (15), suspeitos de integrar uma organização criminosa que desviava e vendia veículos guardados no pátio do órgão. 

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De acordo com a polícia, foram presas quatro pessoas, dentre as quais dois servidores do DER, sendo o chefe do depósito de veículos apreendidos e o segurança do local. Até o momento, sete motos foram recuperadas.

O grupo foi desarticulado por uma operação da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deci), da Polícia Civil, coordenada pelos delegados Gustavo Henrique e Jose Carlos.

“O esquema funcionava basicamente da seguinte da forma: os servidores do órgão escolhiam os veículos que entendiam ser aqueles com maior dificuldade de resgate pelos proprietários e repassavam as informações para a outra parte do grupo responsável pela falsificação dos CRVs e quitação dos débitos dos veículos apreendidos, por meio de guias falsas de liberação. Após a retirada dos automóveis, facilitada pelos mesmos funcionários do DER/AL, estes eram repassados a outro integrante do grupo responsável pela comercialização deles”, detalhou o delegado Gustavo Henrique, coordenador da Deic.

“Apurou-se, ainda, que os servidores do DER recebiam a quantia de R$ 500 por motocicleta desviada. Eles confessaram que desviaram 25 veículos, mas é possível que a quantidade seja bem superior, pois, no mínimo, o esquema criminoso funcionava há cerca de seis meses”, acrescentou o delegado.

De acordo com o delegado Gustavo Henrique, os desvios e vendas das motocicletas com documentos falsos ocorriam sem o conhecimento da direção do DER e dos proprietários dos veículos. “Destaca-se, ainda, que, mesmo com o órgão parado por conta da pandemia do coronaviris, o esquema continuava, inclusive, a deflagração da operação se deu quando três motocicletas eram retiradas do pátio do depósito e os servidores do DER envolvidos tinham acabado de receber a quantia de R$ 1.500”, enfatizou o delegado.

Apos as diligências, os presos e materiais apreendidos – motocicletas, dinheiro e documentos falsificados – foram levados para a sede da Deic, em Maceió, para a adoção dos procedimentos legais cabíveis, lavrados pelo delegado José Carlos, segundo o qual os infratores irão responder, a princípio, pelos crimes de peculato, falsidade documental e Organização Criminosa.

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