Um alerta para JHC: "Quem tudo quer nada tem"

Publicado em 02/06/2026, às 09h40

Flávio Gomes de Barros

Desde o final da sua primeira gestão como prefeito de Maceió que João Henrique Caldas (PSDB) passou a ter seu nome cogitado para se candidatar ao governo do Estado.

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Reeleito, manteve essa possiblidade em supenso, na base do "nem sim, nem não", e no ano passado se dedicou a usar suas credenciais políticas para se aproximar do presidente Lula (PT), com as bênçãos dos senadores Renan Calheiros (pai e filho), e emplacar sua tia Marluce Caldas ministra do Superior Tribunal de Justiça.

Não disse nem sim nem não à versão de que a nomeação de Marluce resultaria num tal "Acordo de Brasília", pelo qual teria se comprometido com Lula a não concorrer ao governo do Estado, facilitando as coisas para Renan Filho ser de novo governador.

Reforçou tal hipótese ao receber o presidente da República num evento para entrega de casas populares em Maceio e, no palanque, rasgaou elogios a ele, dando a entender que cumpriria o tal acordo e até votaria pela reeleição de Lula.

A indefinição de JHC só terminou quando ele renunciou à prefeitura de Maceió, onde fez um trabalho bastante reconhecido pela população e, no alto da popularidade na Capital, embrenhou-se pelo Interior, com sinais claros de pretender o Palácio República dos Palmares.

Hoje, a apenas quatro meses da eleição, o ex-prefeito ainda não reatou formalmente as antigas alianças, rompidas no início deste ano, com os deputados federais Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (PL), que, cansados de esperar, ontem lançaram nota conjunta confirmando que são pré-candidatos às duas vagas ao Senado a serem disputadas este ano.

O que se comenta nos bastidores é que JHC está barganhando para colocar sua mãe, senadora Marluce Caldas (PSDB), como suplente de Arthur ou de Alfredo, confirmar a mulher,  Marina Candia, a deputada federal, e lançar o irmão Antônio Caldas a deputado estadual - e ainda tem no colete o nome do pai, ex-deputado estadual e federal João Caldas.

Sem essa acomodação do seu grupo familiar não haveria acordo, é o que se fala em off.

Os aliados não podem esperar indefinidamente pela decisão do jovem ex-prefeito e, até por questão de sobrevivência eleitoral, precisam de uma definição.

A JHC convém refletir por uma máxima que se utiliza no nosso cotidiano e que vale também para a política: "Quem tudo quer nada tem".

 

 

 

 

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