Sogra e amigo do namorado são condenados pelo assassinato de Roberta Dias

Publicado em 26/04/2025, às 07h19
Roberta Dias - Arquivo Pessoal

TNH1

Chegou ao fim, nesta sexta-feira (25), o julgamento dos acusados de matar Roberta Dias no município de Penedo. O júri durou três dias e foi realizado na 4ª Vara da cidade do Baixo São Francisco de Alagoas.

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Mary Jane Araújo dos Santos, a sogra da vítima à época, foi condenada a dois anos de prisão, por ocultação de cadáver e corrupção de menores. No entanto, a pena já cumprida anteriormente em dois meses de reclusão vai ser descontada, totalizando um ano e 10 meses.

Já para Karlo Bruno Pereira Tavares, amigo de Saullo de Thasso Araújo dos Santos, este último namorado da jovem de 18 anos, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de 15 anos de detenção, por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe; meio cruel (morte por asfixia); sem chance de defesa à vítima; e aborto provocado por terceiro, que ocorre quando há perda do feto provocada por outra pessoa, que não a genitora.

Bruno, ou "Bruninho", como é conhecido, não se enquadrou nos crimes de ocultação e corrupção, uma vez que estão prescritos para ele em razão de, à época do crime, ser menor de 21 anos.

No primeiro dia do julgamento, na quarta (23), Saullo Santos foi ouvido e disse ter premeditado sozinho o assassinato, assim inocentando a mãe de ter planejado a morte da jovem. Hoje com 30 anos, ele não respondeu ao processo porque, na época do crime - abril de 2012 - ainda era menor de idade.

No dia seguinte (24), Karlo Bruno, o "Bruninho", afirmou em depoimento que tirou a vida de Roberta Dias por 'amizade' a Saullo. Tanto ele quanto o amigo negaram que Mary Jane tenha participado do crime. Já de acordo com o relato da sogra de Roberta, Saullo teria confessado o crime para ela e para o pai em novembro do ano passado.


Os réus - Mary Jane Araújo Santos e Karlo Bruno Pereira Tavares foram julgados pela morte de Roberta Costa Dias. Os crimes denunciados foram homicídio triplamente qualificado, aborto provocado por terceiro, já que a vítima estava grávida, e ocultação de cadáver. Mary Jane também foi acusada de corrupção de menor, já que o filho dela, Saullo Santos, namorado de Roberta na época, era adolescente e teria participado do crime. Ele não respondeu pelo assassinato.

A acusação ficou a cargo do promotor de justiça Sitael Jones Lemos. A defesa de Mary Jane foi feita por Fábio Lobo e Alessandro Calazans. Já a defesa de Karlo Bruno teve como advogados Ricardo Moraes e Arley Vieira.


O caso - Roberta Costa Dias desapareceu em abril de 2012, quando tinha 18 anos. O motivo do crime seria o bebê que ela estava esperando do filho de Mary Jane, Saullo, com quem Roberta teve um relacionamento. Ele tinha 17 anos e a gravidez era indesejada pela família dele. O jovem e a mãe teriam atraído a vítima para uma rua nas proximidades do posto de saúde, onde ela tinha ido se consultar durante o pré-natal.

A ossada de Roberta Dias só foi encontrada nove anos depois do assassinato, na Praia do Pontal do Peba, na cidade de Piaçabuçu. Foi a mãe dela que, após saber que um crânio foi localizado naquela região, providenciou uma escavadeira para recolher os restos mortais da filha. Pouco depois, a polícia foi chamada e acionou a Perícia Oficial, que comprovou, após realização de exame, que se tratava, de fato, de Roberta Dias.

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