Suspeito de comandar ataques no Mocambo é o 4º preso por duplo homicídio e tem ficha criminal extensa

Publicado em 22/04/2026, às 08h19
- Divulgação/SSP

Pedro Acioli*

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Felipe Monteiro Leite, conhecido como “Gustavo”, foi apontado como "comandante" de ataques criminosos na comunidade “Mocambo”. Ele foi o quarto suspeito preso pelos assassinatos de Luiz Antônio da Silva e Ítalo de Oliveira Santos, ocorridos na madrugada do último dia 9, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Cerca de quinze pessoas teriam participação no duplo homicídio. 

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Em entrevista à TV Pajuçara, o comandante da Polícia Militar, Major Glauber, disse que “Gustavo” tem mais de 15 passagens pela polícia pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo a carro e outros tipos de assalto. 

“Esse daí [Felipe Monteiro] era realmente um dos participantes ativos na questão do duplo homicídio que foi praticado lá no Mocambo por cerca de quinze homens. Verificamos também a situação para chegar em outros envolvidos nesse caso”, disse Glauber. 

Líder do grupo teria sido preso

No dia 10 de abril, David Rafael dos Santos, conhecido como “Barata”, e Brendon Andryws dos Santos Silva, apelidado de “B2”, foram presos pelo duplo homicídio. Os dois têm ficha criminal por homicídios e tráfico de drogas, e com David Rafael dos Santos foi encontrada uma arma utilizada na morte de uma mulher há cerca de dois meses. 

A PM informou que abordou o primeiro suspeito de apelido “Barata” e ele confessou ter participado do ataque a tiros e que estava indo ao encontro de “B2”, apontado como líder de grupo armado. 

Vítimas foram assassinados por grupo com mais de 10 pessoas

Testemunhas disseram que as mais de 10 pessoas armadas, inclusive com o porte de armas longas com miras a laser, se identificaram como integrantes da facção Comando Vermelho. A Delegacia de Homicídios, da Polícia Civil, apura os casos.

Os levantamentos iniciais mostraram que o grupo armado teria chegado encapuzado até o endereço onde estava Luiz Antônio da Silva, o "Toninho", que era usuário de drogas, conforme relato da família. A vítima foi morta e deixada em um beco.

Antes de ser executado, Toninho teria sido coagido a indicar a residência de outros indivíduos procurados pelo grupo criminoso.

Execução de padeiro

A segunda vítima, Ítalo de Oliveira Santos, foi morta em casa, próximo ao terminal de ônibus da comunidade. O grupo criminoso, prestes a invadir o imóvel, teria gritado: "Abre que é a polícia". Depois da porta arrombada, os disparos aconteceram e Ítalo não resistiu.

A vítima era usuária de maconha, trabalhava como padeiro e não possuía antecedentes criminais.

*Estagiário sob supervisão

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