Folhapress
Autoridades da Bolívia prenderam um brasileiro investigado por envolvimento no roubo a uma aeronave no aeroporto de Caxias do Sul (RS), em junho de 2024.
LEIA TAMBÉM
Polícia Federal afirma que o investigado participou do planejamento e da execução do ataque no aeródromo gaúcho. Contra ele havia mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira, e o homem estava foragido desde julho de 2025. Ele não teve a identidade divulgada.
Prisão ocorreu no sábado (11) em uma ação de cooperação policial internacional, Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra e da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico, da polícia boliviana.
Transferência do preso para o Brasil ainda depende de trâmites entre os dois países. A PF diz que autoridades brasileiras e bolivianas vão adotar as providências necessárias para levar o detido ao país, onde ele ficará à disposição da Justiça.
Como foi o ataque e investigação
Crime foi atribuído a um grupo de nove pessoas armadas que invadiu a área restrita de segurança do aeroporto. Os suspeitos usaram três veículos blindados, e dois deles estavam caracterizados como falsas viaturas da Polícia Federal.
Quadrilha levou mais de R$ 14 milhões que eram transportados por via aérea a partir de Curitiba (PR). O dinheiro estava em uma aeronave que faria o transporte da carga, de acordo com a investigação.
Em maio de 2025, uma operação integrada prendeu suspeitos apontados pela PF como parte da quadrilha ligada ao ataque. Na ocasião, mais de 200 policiais cumpriram 21 mandados de prisão e ordens de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Meses antes, PF já havia indiciado 17 pessoas por envolvimento no mega-assalto e divulgou que a ação contou com envolvimento do PCC. Segundo o órgão federal, dois integrantes da facção criminosa paulista viajaram ao Rio Grande do Sul para preparar os detalhes da ação criminosa dias antes do ataque.
Reportagem do UOL revelou a identidade de duas pessoas ligadas ao PCC envolvidas no roubo. Um deles é Adriano Pereira de Souza, o Cigano, um dos 12 presos por participação no mega-assalto. O outro é Silvio Wilton da Costa, conhecido como 'Bin Laden', que morreu em confronto com os PMs em meio ao assalto da carga. O sargento Fabiano Oliveira, que trocou tiros com os assaltantes, foi baleado e também morreu na ação.
Investigações apontam que criminosos planejaram juntos o transporte de fuzis, armas de guerra, explosivos, roupas táticas e veículos com placas falsificadas. A quadrilha também planejou as hospedagens usadas na ação. Um dos esconderijos usados pelo grupo ficava a 170 km do local do crime.
LEIA MAIS