Uma mulher de 41 anos foi presa em Abatiá, Paraná, após seu filho de 16 anos denunciar que ela planejava assassinar uma funcionária da Casa Lar, onde seus filhos foram acolhidos devido a maus-tratos. O caso destaca a gravidade da situação familiar e as consequências da perda da guarda das crianças.
A suspeita e seu marido perderam a guarda dos filhos por condições inadequadas de cuidado, incluindo falta de alimentação e educação, o que gerou desavenças com as funcionárias do abrigo. Durante uma visita, o adolescente ouviu a mãe falando sobre o plano e encontrou mensagens que detalhavam a encomenda do crime.
Após a denúncia, a polícia identificou um intermediário que colaborou com a investigação, mesmo sem provas diretas, e a mulher foi presa sob acusação de tentativa de homicídio qualificado. O inquérito está em fase final e será enviado ao Ministério Público do Paraná para as devidas providências legais.
Uma mulher de 41 anos foi presa em Abatiá, no Norte do Paraná, depois que o filho dela, de 16 anos, descobriu que a mãe planejava encomendar o assassinato de uma funcionária da Casa Lar do município. O jovem procurou a pessoa que seria o alvo e, juntos, realizaram a denúncia.
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A prisão preventiva foi realizada nesta sexta-feira (10). O delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, da Polícia Civil, explicou à RPC, afiliada da TV Globo, que o marido da suspeita está em liberdade e também é investigado por participação na tentativa de homicídio.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia para não identificar o adolescente e a mulher ameaçada, que não foi ferida e está bem.
Segundo Cerqueira, o crime foi planejado porque a suspeita e o marido perderam a guarda dos três filhos: o adolescente e outras duas crianças, que foram encaminhados à Casa Lar do município.
"As crianças estariam sofrendo maus-tratos, não estariam tendo alimentação adequada, não estariam tendo o ensino adequado e não estariam frequentando a escola. Teria ali a prática de abandono intelectual e maus-tratos", o delegado disse ao explicar o motivo para os pais perderem a guarda dos filhos.
A partir disso, a mulher passou a ter desavenças com as funcionárias do local e a culpá-las pela retirada das crianças.
Como filho descobriu
Mesmo em um local de acolhimento, o adolescente continuou visitando os pais. Em uma das visitas, ele ouviu que a mãe estava encomendando o assassinato de uma das funcionárias da Casa Lar.
Ao saber disso, o menino procurou o celular e encontrou a conversa entre a mãe e o intermediário – uma pessoa que iria passar as instruções ao assassino. Nela, a mulher dizia que gostaria de "apagar uma infeliz do mapa".
Na troca de mensagens, a suspeita explica onde a funcionária deixa o carro e também negocia a data para o pagamento de R$ 3.000 pelo crime: "Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo", escreveu.
Em seguida, o filho procurou a mulher que seria vítima do homicídio e contou o que havia lido.
Investigação encontrou intermediário
Quando o adolescente e a funcionária procuraram a Polícia Civil para fazer a denúncia, as mensagens haviam sido excluídas do celular da suspeita. Apesar da falta de provas, a investigação conseguiu identificar o intermediário, que cedeu os prints da conversa.
"O intermediário foi muito colaborativo. [...] Segundo ele, ele estava tratando para ver até onde a investigada chegaria, se ela realmente pagaria. E, assim, segundo ele, ele levaria em seguida essa informação para a Polícia Civil", o delegado contou.
A pessoa que estava conversando com a mulher não foi presa. A partir das informações dela, a polícia conseguiu apurar o crime e solicitar a prisão da mãe.
Cerqueira informou que o inquérito está na fase final. A mãe deve responder por tentativa de homicídio qualificado por promessa de recompensa e motivo torpe. Em seguida, será encaminhado ao Ministério Público do Paraná.
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