Suspeito de roubo de R$ 14 mi em aeroporto do RS é preso na Bolívia

Publicado em 12/07/2026, às 14h03
Criminosos que planejaram ataque a aeroporto de Caxias do Sul foram flagrados por câmeras de segurança - Reprodução / Redes sociais
Criminosos que planejaram ataque a aeroporto de Caxias do Sul foram flagrados por câmeras de segurança - Reprodução / Redes sociais

Por Folhapress

Um brasileiro foi preso na Bolívia por sua participação no roubo a uma aeronave em Caxias do Sul, ocorrido em junho de 2024, onde a quadrilha levou mais de R$ 14 milhões. A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana, após o indivíduo estar foragido desde julho de 2025.

O ataque foi realizado por um grupo armado que invadiu a área restrita do aeroporto utilizando veículos blindados, incluindo falsos carros da Polícia Federal. A investigação revelou que o crime envolveu a facção criminosa PCC, com indícios de planejamento detalhado e logística para a execução do roubo.

A transferência do preso para o Brasil ainda depende de trâmites legais entre os dois países, com as autoridades trabalhando para garantir que ele seja levado à Justiça brasileira. A operação anterior em maio de 2025 resultou na prisão de outros suspeitos e no indiciamento de 17 pessoas ligadas ao mega-assalto.

Resumo gerado por IA

Autoridades da Bolívia prenderam um brasileiro investigado por envolvimento no roubo a uma aeronave no aeroporto de Caxias do Sul (RS), em junho de 2024.

Polícia Federal afirma que o investigado participou do planejamento e da execução do ataque no aeródromo gaúcho. Contra ele havia mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira, e o homem estava foragido desde julho de 2025. Ele não teve a identidade divulgada.

Prisão ocorreu no sábado (11) em uma ação de cooperação policial internacional, Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra e da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico, da polícia boliviana.

Transferência do preso para o Brasil ainda depende de trâmites entre os dois países. A PF diz que autoridades brasileiras e bolivianas vão adotar as providências necessárias para levar o detido ao país, onde ele ficará à disposição da Justiça.

Como foi o ataque e investigação

Crime foi atribuído a um grupo de nove pessoas armadas que invadiu a área restrita de segurança do aeroporto. Os suspeitos usaram três veículos blindados, e dois deles estavam caracterizados como falsas viaturas da Polícia Federal.

Quadrilha levou mais de R$ 14 milhões que eram transportados por via aérea a partir de Curitiba (PR). O dinheiro estava em uma aeronave que faria o transporte da carga, de acordo com a investigação.

Em maio de 2025, uma operação integrada prendeu suspeitos apontados pela PF como parte da quadrilha ligada ao ataque. Na ocasião, mais de 200 policiais cumpriram 21 mandados de prisão e ordens de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Meses antes, PF já havia indiciado 17 pessoas por envolvimento no mega-assalto e divulgou que a ação contou com envolvimento do PCC. Segundo o órgão federal, dois integrantes da facção criminosa paulista viajaram ao Rio Grande do Sul para preparar os detalhes da ação criminosa dias antes do ataque.

Reportagem do UOL revelou a identidade de duas pessoas ligadas ao PCC envolvidas no roubo. Um deles é Adriano Pereira de Souza, o Cigano, um dos 12 presos por participação no mega-assalto. O outro é Silvio Wilton da Costa, conhecido como 'Bin Laden', que morreu em confronto com os PMs em meio ao assalto da carga. O sargento Fabiano Oliveira, que trocou tiros com os assaltantes, foi baleado e também morreu na ação.

Investigações apontam que criminosos planejaram juntos o transporte de fuzis, armas de guerra, explosivos, roupas táticas e veículos com placas falsificadas. A quadrilha também planejou as hospedagens usadas na ação. Um dos esconderijos usados pelo grupo ficava a 170 km do local do crime.

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