Talvane Albuquerque volta a dar 'expediente' no Baldomero Cavalcante

Publicado em 04/01/2022, às 15h26
Talvane Albuquerque foi condenado por encomendar a morte de deputada federal | Reprodução -

Redação TNH1

O ex-deputado federal e médicoTalvane Albuquerque, que recebeu alvará de soltura em outubro do ano passado, vai trabalhar novamente como médico no Sistema Prisional de Alagoas. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 4, pela Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) após decisão da 16ª Vara de Execuções Penais. O retorno às atividades faz parte do programa de ressocialização do Sistema Prisional. 

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"A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (SERIS) informa que recebeu a determinação da Justiça e irá adotar todas as providências para cumpri-la. E, para atender a tal cumprimento, vai designar o apenado para atividade condizente com sua profissão, ou seja, de médico. Assim sendo, Talvane Albuquerque atuará nessa área profissional em setores no âmbito e sob a responsabilidade e administração da própria SERIS", diz a nota da secretaria.

Por meio da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas, a 16ª Vara Criminal da Capital informou que Talvane vai trabalhar das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira. 

"O pedido de autorização de trabalho foi realizado diretamente pelo setor da reintegração social da própria SERIS. Eles informaram o local (reintegração social), dia e horário do trabalho, porém, ficou pendente apenas a atividade laboral a ser realizada pelo reeducando. Nesse sentido, considerando que as informações contidas no pedido já eram suficientes para apreciação do mérito, houve a autorização para que o ora apenado ocupasse a vaga de trabalho ora disponível, sendo determinado à Seris que informasse a atividade laboral a ser exercida para fins de registro. Ressalte-se que o padrão da unidade é autorizar o quanto antes a realização de trabalho dos apenados a fim de efetivamente ressocializarem, independentemente do apenado".

O crime - Talvane Albuquerque foi condenado, em 2012, a quase 100 anos de prisão por ter mandado assassinar a então deputada federal Ceci Cunha, em 1998, em Maceió. Ele era o primeiro suplente da parlamentar.

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