Técnica usada em chacina foi aprendida em filme, diz suspeito

Publicado em 13/08/2018, às 10h02
Família de empresário foi morta dentro de apart-hotel na praia de Canasvieiras, em Florianópolis (SC) | Reprodução/Google Street View -

Redação

Uma das pessoas presas sob suspeita de envolvimento na chacina de uma família cometida no dia 5 de julho em Florianópolis disse à polícia que aprendeu a técnica usada para matar as vítimas assistindo a filmes na televisão. Panos embebidos em gasolina foram usados para sufocar e matar as cinco pessoas, o que surpreendeu a polícia local pelo ineditismo da prática. Dois suspeitos foram presos pelo crime no fim da semana passada e um terceiro envolvido está sendo procurado.

LEIA TAMBÉM

Numa pousada no bairro de Canasvieiras foram encontrados mortos Paulo Gaspar Lemos, de 78 anos, e seus três filhos Paulo Junior, de 51, Katya Gaspar Lemos, de 50, e Leandro Gaspar Lemos, de 44, além do sócio Ricardo Lora, de 39. A polícia apurou que o alvo principal era Leandro e que as demais vítimas foram mortas por estarem no local no momento do ataque. O crime teria se estendido por quase seis horas, período no qual as vítimas foram torturadas.

Na cena do crime estavam pichados na parede o número 171, artigo do Código Penal para estelionato, e a frase "Minha família foi justiçada. Enrolaram muita gente. Chegou a hora deles". Eles também haviam pichado a sigla da facção Primeiro Comado da Capital, mas a evidência logo foi considerado uma pista falsa, para desviar a atenção.

Segundo o delegado Ênio de Oliveira Matos, os assassinos sabiam que a "família tinha histórico de calote" e também eram credores lesados que resolveram se vingar. Não roubaram nada do apart-hotel Venice Beach, onde as vítimas foram executadas.

O suspeito que confessou tem 21 anos, foi preso no bairro Potecas, em São José, e disse ter contado com auxílio de dois comparsas. Um deles está foragido. O outro foi preso na sexta-feira, 10, em Santana do Livramento, fronteira gaúcha com o Uruguai. Os criminosos são moradores do Norte da Ilha de Santa Catarina. O que também contraria outras versões de que o mandante da morte seria paulista. A família Lemos deixou São Paulo, em 2010, quase R$ 300 milhões em dívidas e muitos processos.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Polícia do DF investiga morte de veterinária atacada por cão do Senado como acidente de trabalho Motorista de app que recebeu proposta em dinheiro para ouvir história de traição preferiu pizza: ‘Tava morrendo de fome’ Projeto proíbe apostas em bets e prevê multas de até R$ 2 bilhões Mulher encontrada acorrentada em Goiás diz ter sofrido queimaduras com ácido na boca