Assessoria
Perder a visão de forma gradual e silenciosa ainda é uma das maiores preocupações quando o assunto é saúde ocular. Muitas doenças da retina apresentam esse comportamento, o que pode atrasar o diagnóstico e comprometer o tratamento.
Hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de metade dos casos de deficiência visual poderiam ter sido evitados com acompanhamento adequado. O dado reforça a importância de exames mais precisos e tecnologias capazes de identificar alterações oculares ainda nas fases iniciais.
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Pensando em ampliar a capacidade diagnóstica e oferecer exames mais completos aos pacientes, o Instituto da Visão passou a contar com o Mirante, um oftalmoscópio de varredura a laser que permite uma avaliação detalhada da retina por meio de diferentes modalidades de imagem reunidas em uma única plataforma.
O equipamento possibilita a realização de exames como retinografia, angiografia fluoresceínica, angiografia com indocianina verde, OCT e angio-OCT, oferecendo uma análise abrangente das estruturas oculares, desde a região central da mácula até áreas mais periféricas da retina por meio da tecnologia Ultra Widefield.
Segundo a oftalmologista especialista em retina, Elisa Lima Vitral, um dos principais diferenciais da tecnologia é a capacidade de reunir diferentes formas de avaliação em um único equipamento.
“Essa avaliação multimodal da retina representa uma forma bastante atual de investigação das doenças oculares. Em um único equipamento, conseguimos avaliar diferentes condições da retina e, com isso, direcionar de forma mais precisa o tratamento para cada paciente”, explica.
Além da precisão diagnóstica, o equipamento traz um diferencial inédito para a oftalmologia alagoana. Segundo a oftalmologista especialista em retina, Janaína Souza, é a primeira vez que recursos como a angiografia com indocianina verde e a tecnologia Widefield passam a estar disponíveis em Maceió.
“A angiografia com indocianina verde nunca esteve disponível em Maceió. O mesmo acontece com a tecnologia Widefield. São recursos inéditos que ampliam nossa capacidade de avaliação e diagnóstico das doenças da retina”, destaca a especialista.
Com isso, os médicos conseguem identificar alterações de forma mais precoce, acompanhar a evolução de doenças e definir condutas com maior precisão.
Outro diferencial é a praticidade para o paciente. Em muitos casos, o exame pode ser realizado sem a necessidade de dilatação da pupila, tornando o procedimento mais rápido e confortável.
Segundo o oftalmologista e sócio-diretor do Instituto da Visão, Mário Jorge Santos, a chegada da tecnologia representa um avanço importante para o diagnóstico de doenças oculares em Alagoas.
“A chegada desse equipamento amplia nossa capacidade diagnóstica, porque traz condições de realizar novos diagnósticos utilizando tecnologias que não tínhamos à disposição até então”, destaca.
De acordo com o especialista em equipamentos de diagnóstico da Alcon, Márcio Messias, o Mirante integra diferentes tecnologias em uma única plataforma, permitindo avaliações mais completas da retina.
“O equipamento permite uma análise mais detalhada da retina, reunindo diferentes modalidades de imagem em um único exame. Isso contribui para diagnósticos mais completos e para um acompanhamento mais eficiente dos pacientes”, explica.
A expectativa é que a nova tecnologia contribua para o diagnóstico e o acompanhamento de doenças como degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética, alterações vasculares da retina e outras condições que podem comprometer a visão quando não identificadas precocemente.
Referência em retina
Além da nova tecnologia, o Instituto da Visão conta com uma equipe especializada em doenças da retina, formada pelos oftalmologistas Jack Lima, Raphael Teixeira, Elisa Lima Vitral, Janaína Souza, Luciana Tenório, Renata Porto e Sheila Mota.
Com a chegada do Mirante, o Instituto da Visão reforça o investimento em inovação e em tecnologias voltadas ao diagnóstico precoce e ao cuidado com a saúde ocular dos pacientes.
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