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Temer minimiza ofensa de Marun a Ciro em grupo de WhatApp

Publicado em 24/07/2018, às 16h46

Redação

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (24) que o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) tem direito a ter opinião sobre Ciro Gomes (PDT), dois dias depois de vir a público mensagem em grupo no WhatsApp em que Marun chamava o pré-candidato de "débil mental".

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"O PMDB é um partido muito eclético. Vocês sabem disso. E cada um tem as suas opiniões", afirmou Temer após um encontro bilateral com o presidente chileno, Sebastián Piñera, durante a cúpula da Aliança do Pacífico em Puerto Vallarta, México.

"O Marun, como emedebista antigo, mandou na verdade uma mensagem por zap por um grupo de contatos. Ele até brincou ontem [segunda] que, se ele soubesse que viria a público, teria dito outras palavras em relação a um pré-candidato à presidência da República", disse Temer.

"Mas o PMDB é assim, é um partido em que todos têm a sua opinião, e o Marun expressou a sua."

Neste domingo (22), o jornal O Estado de S. Paulo publicou que Marun chamou Ciro de "débil mental" em grupo de WhatsApp do MDB. O ministro comentava o apoio do centrão ao ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, e afirmou que isso tinha acontecido pelo movimento do governo para impedir a migração para "o débil mental" Ciro Gomes.

Temer afirmou ainda que as chances de o ex-ministro Henrique Meirelles ser candidato estão aumentando cada vez mais. "Ele será candidato", afirmou.

Na manhã desta terça, Temer se reuniu com o presidente chileno, Sebastián Piñera. Ele afirmou que ambos discutiram a possibilidade de aumentar o livre comércio entre Chile e Brasil.

O presidente viaja nesta terça para Joanesburgo, África do Sul, onde participará da cúpula dos Brics (Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul). Segundo ele, a expectativa para a reunião é positiva. 

Temer terá um encontro bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, com quem vai tratar sobre comércio de carne. Há ainda a possibilidade de um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, para debater vendas de carne.

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