Tempestade e gramado alagado adiam a final da Libertadores que seria neste domingo (11)

Publicado em 10/11/2018, às 19h36
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Folhapress

 As fortes chuvas em Buenos Aires adiaram a primeira partida da final da Libertadores entre Boca Juniors e River Plate.  O jogo foi reprogramado para este domingo (11), às 17 horas (de Brasília). Mas a previsão do tempo para a capital da Argentina é de chuva até terça (20).

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O protocolo da Conmebol determina que o adiamento tenha de ser de 24 horas, quando a situação será reavaliada. Não há garantia de que a final do torneio continental vai começar no domingo.

A chuva que começou a castigar Buenos Aires desde as primeiras horas da manhã causou apreensão entre os torcedores que, no começo da tarde, tentavam chegar à Bombonera. 

Por volta das 15 horas, nos bares da região esperando a decisão da Conmebol, poucos se aventuravam a entrar no estádio. Ao longo das vias de acesso ao estádio podia-se ver torcedores andando debaixo da chuva, com as camisas do Boca sob as capas de chuva. Nos bares, os mais cautelosos se sentaram e esperavam a decisão pela TV.

O ônibus do time do Boca Juniors chegou a sair do hotel mas voltou. O do River Plate, sob orientação da sua direção, disse que só sairia do Monumental, onde estavam os jogadores, se houvesse certeza de que o jogo ocorreria.

No meio da tarde, para se aproximar das entradas do estádio, onde já estavam cerca de 20 mil torcedores, era preciso atravessar uma rua inundada. Quem decidia enfrentar o desafio o fazia saltando o que já não eram mais poças, mas ruas com água até a altura da calçada.

Às 16h15 (de Brasília), a menos de duas horas do início da partida, o árbitro chileno Roberto Tobar entrou no campo para avaliar a situação. Permaneceu no local por cinco minutos.
"A bola não quica", se queixou. Em seguida, o adiamento foi confirmado, embora já houvesse sido decidido.

Para tentar fazer com que a partida aconteça no domingo, apesar da previsão de chuva, o Boca Juniors, dono do estádio, vai colocar uma lona sobre o gramado de manhã para tentar preservá-lo. 

Havia a possibilidade de o jogo ser adiado para quarta (14), mas o presidente Mauricio Macri se opôs porque nesta data será votado o orçamento de 2019 no Congresso Nacional e estão previstos protestos. 

 As datas das finais da Libertadores foram transformadas em um problema por culpa da AFA (Associação de Futebol Argentino) e da Conmebol. Os jogos seriam realizados, inicialmente, em duas quartas-feiras (7 e 28 de novembro). Mas como dois clubes do mesmo país estavam na disputa e por causa do dinheiro da televisão, as duas entidades forçaram para que os confrontos acontecessem em dois sábados. Boca e River eram contra.

O segundo jogo está previsto para o dia 24, no Monumental de Nuñez.

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