Tenente da Rota baleado na cabeça foi monitorado por 97 dias, diz TV

Publicado em 02/07/2026, às 13h16
Câmera de segurança mostra momento em que policial foi baleado na Grande SP - Reprodução / Circuito de segurança

Folhapress

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O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, 39, baleado em um atentado em São Caetano do Sul (SP) no sábado, foi monitorado por quase cem dias antes de ser alvo do crime. Informação foi publicada hoje pela TV Globo, que teve acesso ao relatório da polícia.

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A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina do policial desde fevereiro. Segundo a TV Globo, o sistema de monitoramento de São Caetano conseguiu identificar um carro, de modelo Logan de cor branca, usado na fuga dos criminosos.

Ao todo, o veículo passou 96 vezes pela cidade em endereços ligados ao tenente. Entre os locais citados, estão a casa dele e a academia que frequentava. Somente na avenida Goiás, onde foi o ataque, os criminosos passaram 14 vezes.

O primeiro registro do carro foi no dia 14 de fevereiro e o último, antes do crime, em 22 de maio, diz a TV. O dia de maior incidência de monitoramento dos criminosos foi aos sábados.

Um suspeito que teria atirado no tenente já foi identificado, segundo a polícia. O homem, no entanto, não foi preso. De acordo com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, os criminosos teriam planejado o crime por pelo menos três meses.

Os investigadores encontraram o Renault Logan dias após o crime. O veículo foi encontrado na noite de terça-feira (30) em um estacionamento em Guaianases, na zona leste de São Paulo.

O carro estava coberto por uma capa cinza, o que chamou a atenção dos policiais. Eles checaram a placa e confirmaram que se tratava do mesmo caso usado na tentativa de homicídio.

O policial foi baleado minutos após deixar uma academia, no sábado. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram os disparos quando ele parou, também de moto, em um semáforo da avenida Goiás, em São Caetano do Sul.

A Justiça de SP decretou a prisão temporária, por 30 dias, de dois suspeitos, de 40 e 52 anos. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), um terceiro homem, de 24 anos, esteve no DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) acompanhando o pai detido, mas não foi preso.

Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel. Ela tinha 15 anos quando foi mantida em cárcere privado e assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em 2008, em Santo André.

O tenente ingressou na Polícia Militar em 2009, após servir como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Em 2015, tornou-se oficial da corporação após concluir a formação na Academia do Barro Branco. Desde 2019, integra a Rota, tropa de elite da PM paulista.

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