Joyce Maia*
Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) realizaram, nesta terça-feira (7), uma paralisação de advertência de 48 horas para denunciar o que classificam como "sucateamento" e "desmonte institucional" da empresa. O movimento, organizado pelo Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, também se opõe à privatização da companhia.
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A mobilização começou às 8h, com concentração em frente à sede da Casal, no Centro de Maceió. Segundo a categoria, além da defesa da manutenção da empresa como pública, a paralisação cobra melhores condições de trabalho e avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que, segundo o sindicato, seguem sem progresso.
Esta é a segunda paralisação promovida pelos trabalhadores em menos de duas semanas. A primeira ocorreu no dia 26 de junho e, de acordo com o sindicato, serviu como um alerta à direção da empresa sobre o descontentamento dos trabalhadores.
A presidenta da entidade, Dafne Orion, disse que a paralisação é resultado da falta de avanços nas tratativas com a empresa e das condições enfrentadas pelos trabalhadores. "Ninguém entra em greve por vontade. A greve é o último recurso daqueles que tentaram ao máximo ser ouvidos e não conseguiram", afirmou.
Dafne Orion também destacou o empenho diário dos trabalhadores, que enfrentam condições adversas para manter o sistema funcionando, e cobrou valorização profissional.
"Os trabalhadores da Casal são os mesmos que enfrentam sol, chuva, todas as emergências madrugadas adentro para garantir que a água chegue na casa de todos os alagoanos e alagoanas. Defender esses trabalhadores da Casal é defender um serviço público com qualidade. Não existe saneamento com qualidade sem trabalhadores respeitados, valorizados."
A reportagem entrou em contato com a Casal para obter um posicionamento sobre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. O espaço permanece aberto para manifestação da companhia.
*Estagiária sob supervisão
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