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Trump apontou uma 45 na nossa cabeça, diz presidente de associação de aço

Publicado em 07/12/2019, às 14h25
Presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes | Reprodução/Internet -

Uol

O twitter do presidente americano tumultuou ainda mais um ano que foi complicado desde o começo para setor siderúrgico brasileiro. Quando Donald Trump avisou, pela rede social, que iria elevar as tarifas sobre o aço fabricado no Brasil de imediato travou as negociações de novos contratos, criando um ambiente de incertezas para 2020, disse o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, que representa uma indústria formada por 32 usinas e que emprega 108,4 mil pessoas e fatura R$ 99 bilhões por ano.

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"Ficamos perplexos", disse o executivo. "O twitter provocou um pandemônio e as negociações ficaram paradas", afirmou, sobre novos contratos que as empresas brasileiras têm em andamento com importadores dos Estados Unidos.

O executivo conta que o setor vive uma situação inusitada, pois oficialmente o governo dos Estados Unidos não tomou nenhuma medida formal. Por outro lado, trata-se de uma decisão anunciada pelo principal líder do país. Perguntado se um twitter justifica toda preocupação, Marco Polo faz uma analogia forte. "Com uma (arma calibre) 45 apontada para a cabeça, eu não quero saber se ele vai atirar ou não. Eu tenho que estar preparado para tudo", disse.

O executivo disse que o setor tem um cenário de recuperação para 2020, mas graças ao mercado doméstico, em especial à reação da construção no setor imobiliário.

A entidade estima que a produção de aço no Brasil vai fechar este ano com queda de 8,2%, somando 32,5 milhões de toneladas.

Já para 2020, o setor espera recuperar parte dessa retração, com um avanço de 5,3% na produção, que ficaria em 34,2 milhões de toneladas. Mas ainda abaixo de 2017.

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