Uma candidatura e várias perguntas esperando por respostas

Publicado em 11/06/2026, às 08h00

Flávio Gomes de Barros

Um dos precursores das redes sociais para uso político em Alagoas foi João Henrique Caldas na sua campanha para a Câmara dos Deputados e depois ao se eleger prefeito de Maceió.

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No exercício do mandato, deu ênfase à utilização das redes e foi especialmente através delas que alcançou grande visibilidade nas suas duas gestões à frente da prefeitura, exibindo obras e ações, tanto que foi reeleito com mais de 83% dos votos.

Sua administração foi reconhecida por várias pesquisas como uma das melhores que Maceió já teve ao longo da sua história.

Essa avaliação extremamente positiva o levou a investir num voo mais alto: a pré-candidatura ao governo de Alagoas, embora não desmentisse, por bom tempo, quem dissesse que sua ideia mesmo era o Senado.

Desde o início do segundo mandato, JHC desconversava sobre qual seria sua opção, até que passou a dar sinais mais claros da sua pretensão quando renunciou para se desincompatibilizar e admitir, enfim, disputar o governo.

"Cozinhou" a todos também ao não se definir sobre questões pontuais, como, por exemplo, a quem apoiaria para presidente da República.

A indefinição geral levou os deputados federais Arthur Lira e Alfredo Gaspar a divulgarem nota conjunta reafirmando o que Alagoas inteira já sabia:  seriam candidatos ao Senado, independentemente da posição de JHC.

A insatisfação de Arthur Lira chegou ao limite no final de semana passado, quando confirmou mais uma vez ser candidato a senador e disse que liberaria suas bases para apoiar qualquer um ao governo.

Com a indefinição veio a perda de credibilidade e, no momento, não há quem advinhe o que de fato pretende JHC, que tem tomado decisões sempre na base do "eu sozinho".

Vai persistir na campanha para o governo? Quem, finalmente, será seu vice? Alfredo Gaspar se mantém como aliado? Poderia JHC optar para concorrer ao Senado? Nesse caso, ainda haveria espaço? Ou seria mais seguro concorrer à Câmara dos Deputados, ocupando o espaço reservado até agora à primeira dama, Manina Candia?

São questões em busca de respostas, com a agravante de que a qualquer momento pode explodir, com consequências eleitorais imprevisíveis, e etapa prática da investigação da Políicia Federal pela aplicação de R$ 117 milhões do IPREV Maceió no Banco Master e pela transação que transferiu para o enrolado BRB as contas-salário dos servidores da prefeitura.

Aí seria a confirmação de que não existe nada tão ruim que não possa piorar. 

 

 

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