Flávio Gomes de Barros
Um dos precursores das redes sociais para uso político em Alagoas foi João Henrique Caldas na sua campanha para a Câmara dos Deputados e depois ao se eleger prefeito de Maceió.
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No exercício do mandato, deu ênfase à utilização das redes e foi especialmente através delas que alcançou grande visibilidade nas suas duas gestões à frente da prefeitura, exibindo obras e ações, tanto que foi reeleito com mais de 83% dos votos.
Sua administração foi reconhecida por várias pesquisas como uma das melhores que Maceió já teve ao longo da sua história.
Essa avaliação extremamente positiva o levou a investir num voo mais alto: a pré-candidatura ao governo de Alagoas, embora não desmentisse, por bom tempo, quem dissesse que sua ideia mesmo era o Senado.
Desde o início do segundo mandato, JHC desconversava sobre qual seria sua opção, até que passou a dar sinais mais claros da sua pretensão quando renunciou para se desincompatibilizar e admitir, enfim, disputar o governo.
"Cozinhou" a todos também ao não se definir sobre questões pontuais, como, por exemplo, a quem apoiaria para presidente da República.
A indefinição geral levou os deputados federais Arthur Lira e Alfredo Gaspar a divulgarem nota conjunta reafirmando o que Alagoas inteira já sabia: seriam candidatos ao Senado, independentemente da posição de JHC.
A insatisfação de Arthur Lira chegou ao limite no final de semana passado, quando confirmou mais uma vez ser candidato a senador e disse que liberaria suas bases para apoiar qualquer um ao governo.
Com a indefinição veio a perda de credibilidade e, no momento, não há quem advinhe o que de fato pretende JHC, que tem tomado decisões sempre na base do "eu sozinho".
Vai persistir na campanha para o governo? Quem, finalmente, será seu vice? Alfredo Gaspar se mantém como aliado? Poderia JHC optar para concorrer ao Senado? Nesse caso, ainda haveria espaço? Ou seria mais seguro concorrer à Câmara dos Deputados, ocupando o espaço reservado até agora à primeira dama, Manina Candia?
São questões em busca de respostas, com a agravante de que a qualquer momento pode explodir, com consequências eleitorais imprevisíveis, e etapa prática da investigação da Políicia Federal pela aplicação de R$ 117 milhões do IPREV Maceió no Banco Master e pela transação que transferiu para o enrolado BRB as contas-salário dos servidores da prefeitura.
Aí seria a confirmação de que não existe nada tão ruim que não possa piorar.
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