Vasco envia carta à Conmebol por racismo sofrido na Bolívia

Publicado em 21/02/2020, às 08h53
Rafael Ribeiro / Vasco -

Folhapress

O Vasco levou à frente o episódio de racismo sofrido pelos atletas Juninho e Alexander na quarta-feira (19), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, no empate em 0 a 0 com o Oriente Petrolero que garantiu a classificação na Copa Sul-Americana.

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Segundo o diretor-executivo de futebol, André Mazzuco, o clube enviou uma carta de repúdio à Conmebol e também contestou o cartão amarelo dado ao zagueiro Ricardo Graça simplesmente por ele ter reclamado das injúrias raciais com a arbitragem.

"Tomamos todas as medidas. Nosso gerente, o André (Souza), no mesmo momento, contatou o delegado da partida, antes mesmo de finalizar a súmula. E hoje nós enviamos um termo de contestação justamente para reforçar a nossa posição e para contestar o cartão amarelo sofrido pelo nosso atleta. A gente repudia veementemente", declarou no desembarque da delegação no Rio de Janeiro.

Mazzuco também comentou as declarações do delegado da partida ao jornal O Globo, que minimizou o episódio e o considerou "pequeno". "Primeiro é importante frisar que é inadmissível ter uma medida de muito ou pouco em caso de injúria racial. Isso não me entra na cabeça, falar que foi muita ou pouco. Isso não existe. Para nós, o ato desrespeitou os nossos atletas. É um problema social", disse o dirigente vascaíno.

Os jogadores que sofreram diretamente as injúrias raciais foram orientados a não dar entrevistas no desembarque do Vasco, mas o estafe do volante Juninho se posicionou no Instagram. "Reforçamos aqui todo o nosso apoio ao Juninho e esperamos sinceramente que a Conmebol tome medidas duras para que fique de exemplo e ajude a impedir novos casos tristes como o de ontem.", escreveu.

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