Theo Chaves
Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como "Vitinho", foi encaminhado no fim da tarde desta sexta-feira (10) à sede da Delegacia Geral de Alagoas, em Maceió, após ser preso pela manhã de hoje. Ele é suspeito de dopar, agredir e estuprar a colega de escola Maria Daniela Ferreira Alves, em Coité do Nóia, no interior de Alagoas.
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"Vitinho" estava foragido desde dezembro de 2024, e foi preso ao participar da audiência de instrução do caso, no Fórum da Comarca de Taquarana.
Um vídeo (veja mais abaixo) feito pelo repórter Alan Garcia, da TV Pajuçara/RECORD mostra o momento em que Victor chega à sede da delegacia, em Jacareccia.
Cercado por jornalistas, o jovem desceu da viatura descaracterizada da polícia sem algemas. Ao ser questionado sobre o caso, ele também preferiu não falar com a imprensa.
O CASO
De acordo com a denúncia do Ministério Público, após participar de uma confraternização com colegas de escola, no dia 6 de dezembro de 2024, Maria Daniela, de 19 anos, teria sido vítima de estupro depois de ser dopada e agredida por Victor Bruno da Silva Santos.
Ainda segundo a denúncia, os abusos e agressões aconteceram em uma chácara que seria da família do acusado do crime. O jovem teria se aproveitado da amizade que tinha com a vítima para atraí-la até o local. Após consumirem bebidas alcoólicas, ele teria praticado relações sexuais sem o consentimento dela e tentado impedir que ela deixasse o local.
O MP relata que foram encontradas algumas substâncias psicoativas em exames feitos na vítima. Entre as drogas estão a prometazina, diazepam, fenitoína, haloperidol e nordiazepam. O órgão ainda detalhou que uma dessas substâncias é bastante conhecida por ser usada na pratica crimes sexuais.
Um laudo emitido pela emitido pela Secretaria Municipal de Saúde de Craíbas e anexado pelo MP na denúncia apresentada à Justiça relata que a vítima ficou com sequelas neurológicas e motoras após o crime. O laudo ainda cita que a jovem apresenta estresse pós-traumático, síndrome do pânico, ansiedade e depressão.
Na perícia feita pela polícia, os peritos comprovaram que a vítima foi estuprada e que ela apresenta atrasos cognitivos por causa da violência empregada na pratica do crime.
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