Pai de "Vitinho" é apontado como líder de organização criminosa que movimentou mais de R$ 300 milhões

Publicado em 10/07/2026, às 19h06
Foto: Reprodução/TV Pajuçara
Foto: Reprodução/TV Pajuçara

por Theo Chaves

Publicado em 10/07/2026, às 19h06

O pai de Victor Bruno da Silva Santos, suspeito de estuprar Maria Daniela Ferreira Alves em Alagoas, é investigado por liderar uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 300 milhões em quatro anos, segundo a Polícia Civil.

As investigações começaram após a fuga de Victor, e análises financeiras revelaram que o pai teria movimentado cerca de R$ 150 milhões, utilizando 'laranjas' para ocultar a verdadeira origem dos recursos.

Durante a operação, a polícia apreendeu veículos, R$ 90 mil em espécie e equipamentos eletrônicos, enquanto Victor também enfrenta investigações por fraude e sonegação fiscal, além do crime de estupro.

Resumo gerado por IA

O pai do jovem Victor Bruno da Silva Santos, apontado com o autor do estupro Maria Daniela Ferreira Alves, em Coité do Nóia, no interior de Alagoas, é suspeito de liderar uma organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 300 milhões nos últimos quatro anos. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil de Alagoas, durante entrevista coletiva na noite desta sexta-feira, 10. 

Segundo o delegado Zé Carlos, a investigação teve início a partir de diligências realizadas pela Delegacia de Capturas para localizar Vitinho, que estava foragido pelo crime de estupro. Com autorização judicial, os investigadores analisaram as movimentações financeiras dos envolvidos e identificaram valores considerados elevados.

“Hoje, nós deflagramos uma operação para investigar uma organização criminosa. Investigamos a estrutura financeira que estava por trás da fuga do Vitinho e que mantinha ele em locais seguros por tanto tempo. A investigação se iniciou com o relatório da Delegacia de Capturas, que realizou diversas diligências para prender o Vitinho e, a partir disso, instauramos uma investigação criminal financeira”, afirmou o delegado.
Vitinho e o pai. Reprodução/Redes Sociais

De acordo com Zé Carlos, a análise bancária apontou que uma única pessoa, apontada como líder da organização, que seria o pai do Vitinho, teria movimentado aproximadamente R$ 150 milhões nos últimos quatro anos. Já o grupo liderado por ele, cerca de seis pessoas, teria movimentado mais de R$ 300 milhões;

"Nós nos assustamos, pois era muito dinheiro. Além das investigações acerca do crime praticado pelo Vitinho, vimos que havia outros crimes, que também seriam graves”, completou

O delegado também detalhou que os investigados utilizaram contas de pessoas físicas e de terceiros, apontados como “laranjas”, para movimentar recursos de empresas. Conforme a investigação, duas empresas declaravam uma movimentação financeira considerada baixa e recolhiam poucos impostos, mas, na prática, movimentavam valores milionários.

“Identificamos isso e esperamos punir esse grupo pela prática criminosa”, afirmou Zé Carlos.

TELEFONES, COMPUTADORES E VEÍCULOS APREENDIDOS 

Durante a operação que prendeu o jovem Victor Bruno da Silva Santos, a Polícia Civil também apreendeu dois veículos, cerca de R$ 90 mil em espécie, além de celulares e computadores que serão analisados pelos investigadores.

Em entrevista à reportagem da TV Pajuçara/Record, o delegado Igor Diego, diretor da Dracco (Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), informou que, além da investigação pelo crime de estupro, Vitinho também é investigados pelos crimes de fraude e sonegação fiscal.

Segundo o delegado, a estrutura criminosa investigada teria sido utilizada para dar suporte à fuga de Vitinho, incluindo o auxílio para mantê-lo em locais seguros durante o período esse período.


DENÚNCIA DE ESTUPRO DESENCADEOU OPERAÇÃO 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, após participar de uma confraternização com colegas de escola, no dia 6 de dezembro de 2024, Maria Daniela, de 19 anos, teria sido  vítima de estupro depois de ser dopada e agredida por Victor Bruno da Silva Santos. 

Ainda segundo a denúncia, os abusos e agressões aconteceram em uma chácara que seria da família do acusado do crime. O jovem teria se aproveitado da amizade que tinha com a vítima para atraí-la até o local. Após consumirem bebidas alcoólicas, ele teria praticado relações sexuais sem o consentimento dela e tentado impedir que ela deixasse o local.

O MP relata que foram encontradas algumas substâncias psicoativas em exames feitos na vítima. Entre as drogas estão a prometazina, diazepam, fenitoína, haloperidol e nordiazepam. O órgão ainda detalhou que uma dessas substâncias é bastante conhecida por ser usada na pratica crimes sexuais.

Um laudo emitido pela emitido pela Secretaria Municipal de Saúde de Craíbas e anexado pelo MP na denúncia apresentada à Justiça relata que a vítima ficou com sequelas neurológicas e motoras após o crime. O laudo ainda cita que a jovem apresenta estresse pós-traumático, síndrome do pânico, ansiedade e depressão. 

Na perícia feita pela polícia, os peritos comprovaram que a vítima foi estuprada e  que ela apresenta atrasos cognitivos por causa da violência empregada na pratica do crime.

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