Vídeo mostra festa de aniversário do líder da facção que arranca cabeças

Publicado em 04/01/2017, às 20h50

Redação

Desde o início da investigação sobre a FDN, os investigadores ficaram impressionados com o poder de suas principais lideranças. Logo no início da investigação chegou ao conhecimento dos delegados e procuradores um vídeo do aniversário de José Roberto Barbosa, o Pertuba, em 2006, no qual ele é tratado como os antigos “capos” da máfia italiana retratados no filme “O Poderoso Chefão”.

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No vídeo, Pertuba recebe convidados em um buffet de luxo e enquanto é entoado o “parabéns” acontece o beija-mão seguido da entrega de presentes como colar, anel e relógio de ouro.

Pertuba ou Messi, como José Roberto é conhecido, é o principal líder da FDN. Antes mesmo da facção já era apontado como uma grande traficante do Amazonas. Segundo a PF, de dentro da prisão, o traficante determina assassinatos, roubos, sequestros, torturas e coordena o tráfico de drogas no Estado.

Ao seu lado e não menos poderoso, a PF coloca Gelson Carnaúba, o G. Além de um dos fundadores da facção, Carnaúba foi responsável pela costura do acordo com o Comando Vermelho e, desde então, é um dos interlocutores responsáveis pela comunicação entre os comandos dos grupos criminosos.

A FDN é apontada pela Polícia Federal como a terceira maior facção do Brasil – atrás apenas do PCC e do CV. A organização criminosa surgiu por volta do ano de 2006 após a união de dois grandes traficantes amazonenses que cumpriam suas penas em presídios federais.

Gelson Lima Carnaúba, o G, e José Roberto Fernandes Barbosa, o Pertuba, saíram do sistema prisional federal com destino ao Amazonas “determinados ou orientados”, segundo a PF, a estruturarem uma facção criminosa nos moldes do PCC e CV. O primeiro passo foi a criação de um estatuto com “regras e pilares de hierarquia e disciplina” cuja primeira regra é que “nada é feito ou definido sem a ordem ou aprovação” do “Conselho” formado por Carnaúba, Pertuba, Geomison Lira, o Roque, Cleomar Freitas, o Copinho, Alan Castimário, o nanico, e João Carioca, o João Branco ou Potência Máxima.

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