PF faz busca e apreensão em Instituto de Previdência de Campo Grande por investimentos no Master

Publicado em 25/08/2026, às 10h59
Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande - Reprodução
Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande - Reprodução

Por José Marques/Folhapress

A Polícia Federal realizou uma operação em Campo Grande para investigar um investimento de R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência em letras financeiras do Banco Master, resultando em mandados de busca e apreensão.

A investigação foi desencadeada por um relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social, que indicou possíveis irregularidades no processo decisório que levou ao investimento, colocando em risco o patrimônio do Regime Próprio de Previdência Social municipal.

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de quebras de sigilos bancários e fiscais, enquanto o inquérito investiga crimes de gestão temerária e corrupção passiva e ativa, com a Prefeitura de Campo Grande ainda sem se pronunciar sobre o caso.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande nesta terça-feira (25) em operação que investiga investimentos de R$ 1,2 milhão em letras financeiras do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A operação, chamada Presciência, foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande e determinou seis buscas e apreensões e quebras de sigilos bancários e fiscais.
Procurada por email na manhã desta terca por email, a Prefeitura de Campo Grande ainda não se manifestou.

De acordo com a PF, a investigação teve início a partir de informações de um relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social.

"O relatório apontou possíveis irregularidades no processo decisório que resultou no investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande em letras financeiras emitidas por banco privado", diz o órgão, em nota.

"Há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS [Regime Próprio de Previdência Social] municipal a riscos."

O inquérito apura suspeitas de prática dos crimes de gestão temerária e de corrupção passiva e ativa.

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