A Polícia Federal realizou uma operação em Campo Grande para investigar um investimento de R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência em letras financeiras do Banco Master, resultando em mandados de busca e apreensão.
A investigação foi desencadeada por um relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social, que indicou possíveis irregularidades no processo decisório que levou ao investimento, colocando em risco o patrimônio do Regime Próprio de Previdência Social municipal.
Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de quebras de sigilos bancários e fiscais, enquanto o inquérito investiga crimes de gestão temerária e corrupção passiva e ativa, com a Prefeitura de Campo Grande ainda sem se pronunciar sobre o caso.
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande nesta terça-feira (25) em operação que investiga investimentos de R$ 1,2 milhão em letras financeiras do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
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A operação, chamada Presciência, foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande e determinou seis buscas e apreensões e quebras de sigilos bancários e fiscais.
Procurada por email na manhã desta terca por email, a Prefeitura de Campo Grande ainda não se manifestou.
De acordo com a PF, a investigação teve início a partir de informações de um relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social.
"O relatório apontou possíveis irregularidades no processo decisório que resultou no investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande em letras financeiras emitidas por banco privado", diz o órgão, em nota.
"Há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS [Regime Próprio de Previdência Social] municipal a riscos."
O inquérito apura suspeitas de prática dos crimes de gestão temerária e de corrupção passiva e ativa.
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