Vídeo mostra mulher dando água em copo para ave em Maceió; Biota alerta para risco de gripe aviária

Publicado em 20/04/2026, às 12h51
- Foto: Cortesia

Redação

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O Instituto Biota de Conservação emitiu um novo alerta nesta segunda-feira, 20, para que a população não interaja com aves marinhas encalhadas no litoral de Alagoas. O comunicado foi motivado por novos registros de banhistas tendo contato com uma pardela-de-bico-preto, no bairro de Cruz das Almas, Maceió. A principal preocupação dos especialistas é o risco de transmissão da gripe aviária (H5N1).

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Em um vídeo que circula nas redes sociais (veja abaixo), uma banhista aparece usando um copo descartável para dar água para a ave marinha. O caso aconteceu nesse domingo (19).

Já outro registro mostra que um banhista chegou a levar o animal, que aparentava estar doente, para a própria residência.

Em vídeo enviado à reportagem, o biólogo Bruno Stefanis, diretor-executivo do Instituto Biota, alertou a população sobre os perigos do contato com aves marinhas e o consequente risco de contaminação.

"A orientação que a gente passa para a população é vem simples: não interaja com esses animais. É proibido permanentemente ter o contato com essas aves, pois é um risco para o animal e, principalmente, para as pessoas que tiveram contato com ele. Também é um risco para a saúde pública. Acabamos de passar por uma pandemia e não queremos passar por outra", alertou Stefanis.

O especialista recomenda, ainda, que a população entre em contato com as autoridades competentes ao encontrar qualquer ave marinha encalhada.

"Em abril, registramos o período de migração das aves marinhas. Essas aves passam pelo nosso estado. Alagoas registra um grande volume de aves marinha nesse período. A orientação que a gente passa é que as pessoas façam um registro, à distância, desses animais e encaminhe para as autoridades", completou.

Plano de Ação Estadual

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) realizou, no último dia 10, uma audiência para discutir medidas de enfrentamento à gripe aviária no estado, em meio à ausência de um Plano de Ação estadual para o enfrentamento do vírus H5N1. O cenário tem gerado preocupação após registros de aves silvestres, inclusive espécies migratórias, encontradas doentes ou mortas nas praias alagoanas.

Participaram do encontro equipes técnicas de instituições como IMA, Adeal, Sesau, BPA, UVZ, Lacen e Instituto Biota, que iniciaram a elaboração de uma minuta do Plano de Ação.

Emergência zoossanitária

No último dia 26 de março, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo território nacional, por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União.

A situação foi declarada pela primeira vez em 22 de maio de 2023, por conta da detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade (IAAP) em aves silvestres no Brasil.

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