Joyce Maia*
Um vídeo que mostra vísceras de grandes proporções na faixa de areia da praia de Pajuçara, em Maceió, repercute nas redes sociais desde a noite dessa quinta-feira (16). As imagens despertaram a curiosidade dos maceioenses sobre a origem delas. O TNH1 teve acesso a uma filmagem que mostra um tubarão-tigre de grande porte pescado em alto-mar, no mesmo dia e na mesma área. No entanto, não há confirmação se os órgãos eram do animal.
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Segundo informações obtidas pela reportagem, esse tubarão foi trazido por pescadores para a praia de Pajuçara, na manhã de quinta. Devido ao tamanho do animal, eles não conseguiram erguê-lo para a embarcação e precisaram rebocá-lo até a praia, onde realizaram o processamento da carcaça.
Uma testemunha relatou ao TNH1 que as vísceras encontradas na praia foram retiradas pelos próprios pescadores durante o tratamento do tubarão. Porém, um pesquisador ouvido pela reportagem explicou que, embora seja possível afirmar que os órgãos encontrados pertencem a um tubarão, não há como confirmar que sejam do mesmo animal mostrado nas imagens obtidas pela reportagem.
Veja vídeo do tubarão-tigre:
O biológo Cláudio Sampaio destacou que o fígado dos tubarões é um órgão grande, volumoso e rico em gordura, característica que facilita sua flutuação. Por isso, caso a evisceração tenha ocorrido nas proximidades da praia, as vísceras podem ter chegado boiando até a faixa de areia, chamando a atenção de quem passava pelo local.
O pesquisador ainda acrescentou que o aparecimento do tubarão-tigre no litoral alagoano não é tão incomum. "Os tubarões tigres ou jaguara, como são também conhecidos pelos pescadores são peixes relativamente comuns em todo litoral nordestino, incluindo Alagoas. São tubarões de grande porte, podem passar dos 5 m de comprimento e preferem comer tartarugas, peixes e até golfinhos e baleias mortas, especialmente na época de inverno, com a migração das baleias."
Em caso de avistamento de tubarões, a orientação é manter a calma e sair da água sem movimentos bruscos. Também é recomendado evitar banhos em horários de menor visibilidade, não usar objetos brilhantes e permanecer próximo à costa.
Para pescadores, a indicação é evitar capturas intencionais e acionar o Insituto do Meio Ambiente (IMA) ou o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) em casos de animais feridos, encalhados ou próximos de áreas com banhistas.
* Estagiária sob supervisão
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