Sapo gordinho viral e outras espécies entram em "lista vermelha" de extinção

Publicado em 13/07/2026, às 22h14
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Por Galileu

O sapo-da-chuva-do-deserto foi reclassificado de 'quase ameaçado' para 'vulnerável' pela IUCN, refletindo a crescente ameaça de extinção devido à degradação de seu habitat na costa da África do Sul e Namíbia.

A mineração de diamantes e projetos de infraestrutura, como um empreendimento de hidrogênio verde, estão reduzindo significativamente a área onde a espécie vive, com estimativas de que sua população possa encolher 20% na próxima década sem ações de conservação.

Além da perda de habitat, a popularidade do sapo nas redes sociais e as mudanças climáticas também afetam a espécie, levando a IUCN a enfatizar a importância de esforços de conservação para proteger a biodiversidade global.

Resumo gerado por IA

O pequeno sapo-da-chuva-do-deserto (Breviceps macrops), conhecido mundialmente pelo som agudo que emite e que viralizou nas redes sociais, está mais próximo da extinção. A espécie foi reclassificada de “quase ameaçada” para “vulnerável” na atualização mais recente da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), divulgada na última quarta-feira (9).

Segundo a IUCN, a mudança reflete o avanço de atividades humanas sobre a estreita faixa costeira onde o anfíbio vive, no oeste da África do Sul e da Namíbia. A mineração de diamantes, projetos de infraestrutura energética, incluindo um empreendimento de hidrogênio verde, e outros desenvolvimentos industriais vêm reduzindo seu habitat natural.

A organização estima que esses empreendimentos poderão afetar cerca de um terço da área ocupada pela espécie na África do Sul e dois terços de sua distribuição na Namíbia ao longo dos próximos 20 anos. Sem ações de conservação, a população do sapo poderá encolher cerca de 20% na próxima década.

Além da perda de habitat, a fama nas redes sociais também pode estar criando um novo problema. Como aponta a revista Discover, a procura pelo animal no comércio de animais de estimação aumentou após um vídeo da espécie vocalizando em sinal de perigo e aparente angústia viralizarem na internet. As mudanças climáticas, com o aumento do calor e da aridez na região, representam outra pressão sobre a espécie.

O sapo-da-chuva-do-deserto é um exemplo de adaptação a condições extremas. Em vez de depender de lagoas ou rios, ele sobrevive em dunas costeiras áridas, enterrando-se na areia para encontrar camadas mais úmidas do solo. Essas adaptações permitiram que a espécie prosperasse em um ambiente onde poucas outras conseguem viver.

Apesar dessa capacidade de sobreviver em um dos ambientes mais hostis do planeta, ela não é suficiente para enfrentar as mudanças provocadas pelas atividades humanas. Em comunicado, a diretora-geral da IUCN, Grethel Aguilar, afirmou que espécies capazes de viver em habitats extremos também estão sofrendo com o aumento das pressões sobre a biodiversidade, mas ressaltou que a conservação continua sendo um caminho eficaz para evitar extinções.

“Ao proteger a impressionante variedade de biodiversidade deste planeta, podemos preservar um ambiente acolhedor tanto para os seres humanos quanto para a vida selvagem”, afirmou Aguilar.

A situação do sapo faz parte de uma atualização mais ampla da Lista Vermelha da IUCN. A organização informou que sua base de dados agora reúne 175.909 espécies avaliadas, das quais 49.505 são consideradas ameaçadas de extinção. Entre os destaques da lista também estão moluscos de fontes hidrotermais, ameaçados pela mineração em águas profundas, e o numbat australiano (também conhecido como mirmecóbio), que saiu de um situação mais crítica graças a décadas de esforços de conservação.

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