☰
✕

WhatsApp anuncia controles para pais acompanharem grupos de adolescentes

Publicado em 30/09/2026, às 15h44
Imagem de arquivo - Pixabay

Bruno Lucca / Folhapress

Ler resumo da notícia

O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (30) novos controles para que pais e responsáveis acompanhem parte da atividade de adolescentes no aplicativo. Eles poderão receber avisos quando o filho entrar ou sair de um grupo e quando um grupo do qual ele participa crescer significativamente.

LEIA TAMBÉM

Os responsáveis também poderão definir quem vê a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a grupos. Para tornar essas configurações menos restritivas, o jovem precisará da aprovação de um responsável por meio de um PIN, uma senha numérica definida na ativação dos controles.

WhatsApp anuncia novos controles parentais para adolescentes no Brasil (Foto: Divulgação / WhatsApp)

 

As novas ferramentas incluem escolhas sobre o uso de canais e das atualizações de status: os pais poderão limitar quais status o adolescente vê e quem pode ver os publicados por ele.
Na Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa, será possível optar entre a configuração padrão para maiores de 13 anos e uma opção mais restritiva, chamada "Conteúdo limitado". O WhatsApp não detalhou quais respostas da ferramenta seriam bloqueadas nessa segunda opção.

A adesão será opcional. Segundo a empresa, pais e adolescentes poderão configurar os controles juntos, e os responsáveis poderão ajustá-los ou desligá-los depois.

Os avisos sobre grupos não darão aos pais acesso ao conteúdo das conversas: mensagens pessoais e ligações continuarão protegidas por criptografia de ponta a ponta, afirma o WhatsApp.

A novidade é diferente das contas gerenciadas para menores de 13 anos, anunciadas em março. Naquele modelo, voltado a pré-adolescentes, os responsáveis podem decidir quem entra em contato com a conta e de quais grupos ela participa. O anúncio desta quarta-feira trata de controles para adolescentes e acrescenta, entre outras opções, os alertas sobre grupos e as escolhas relativas à Meta AI.

As medidas são apresentadas em meio à implementação do ECA Digital, em vigor desde 17 de março. A lei exige que serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes ofereçam ferramentas de supervisão parental e adotem medidas para prevenir riscos a esse público.

Também prevê proteção elevada nas configurações padrão. Por isso, a existência de controles opcionais, por si só, não permite concluir que todas as exigências da legislação estejam atendidas.

A proteção de menores depende ainda de medidas tomadas pela própria plataforma. Em seu primeiro relatório de transparência exigido pelo ECA Digital, o WhatsApp informou ter banido 61.115 contas brasileiras no primeiro semestre por infrações relacionadas à exploração sexual infantil. Esse número registra ações de moderação da empresa e não indica quantas crianças foram atingidas.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Projeto obriga redes sociais a oferecer ferramenta de checagem colaborativa de fatos Spotify tem instabilidade e usuários reclamam em todo o mundo Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes O alerta de chefe da Microsoft sobre a IA: 'Tratar a IA como humana é um erro'